Publicado 14 de Outubro de 2015 - 5h30

Com a instalação de duas novas passarelas já em funcionamento na Rodovia D. Pedro I (SP-065), a concessionária Rota das Bandeiras, responsável pelo trecho, prevê que até o primeiro semestre de 2016 as duas antigas estruturas sejam completamente removidas. Uma das antigas ainda está em uso, e a outra desativada. As estruturas foram colocadas ao lado das atuais, entre o acesso do Aeroporto dos Amarais e a Central de Abastecimento de Campinas (Ceasa), e intrigam os motoristas. A ideia é que elas ofereçam passagem até as novas vias marginais que o corredor irá ganhar.

Apesar de não terem mais de 20 anos de implantação, um estudo foi realizado nos antigos dispositivos e concluiu que não seria possível adequá-los, informou a concessionária Rota das Bandeiras. Dessa maneira, serão removidas do local com o avanço da construção das marginais e uma operação será realizada para a retirada. De acordo com a Rota, “haverá implosão do material, em local seguro”.

As antigas passarelas estão em bom estado e muitos moradores ainda preferem usá-las, ao invés das novas passarelas. “Eu gosto de usar essa passarela, porque a outra fica um pouco mais longe e é maior para atravessar”, disse a operadora de máquinas Lina Reis, de 50 anos. Ontem pela manhã, ela e a maioria dos que atravessavam a estrutura na altura dos bairros Santa Mônica e São Marcos preferiam o antigo dispositivo, no Km 142, distante 250 metros da nova passarela. “Quando desativarem eu passo a usar a outra”, completou Lina.

A técnica de enfermagem Ednalva Santos, de 41 anos, também confirma que a maioria usa o antigo dispositivo, mas já está se preparando para aumentar um pouco mais o seu trajeto até o ponto de ônibus e utilizar a nova estrutura. “Colocaram uma placa interditando, mas depois liberaram. Enquanto isso, vamos usando essa antiga mesmo”, disse.

As novas passarelas estão instaladas nos quilômetros 140+930 e 141+750. Foram liberadas para os usuários no mês de setembro. Segundo a Rota das Bandeiras, elas foram construídas para atender às normas de acessibilidade determinadas pela Agência de Transportes de São Paulo (Artesp) e estão adequadas às novas vias marginais que estão sendo implantadas na rodovia — as passarelas têm 100 metros de comprimento, e vão permitir a passagem sobre as novas pistas.

As rampas dos novos dispositivos possuem menor inclinação e dispõem de área de descanso, com trechos retos. Além disso, são equipadas com dispositivos de acessibilidade, como sinalização de solo para deficientes e placas em braille indicando o início e o fim da passarela. “Já me acostumei vir pela nova passarela. Para mim é mais fácil subir a rampa de bicicleta pois é menos inclinada que a outra”, disse o autônomo Mauro Ricardo dos Santos, de 36 anos.

Entre janeiro e setembro do ano passado a região entre os Km 140 e 145 da D. Pedro I teve o registro de três atropelamentos, dois deles fatais. No mesmo período deste ano, foram duas ocorrências, sem mortes. A Rota das Bandeiras afirmou que não há um levantamento do número de usuários que utilizam os dispositivos diariamente, mas ressaltou que o uso da passarela é a única forma segura dos pedestres fazerem a travessia da rodovia.