Publicado 12 de Outubro de 2015 - 5h30

Com a estiagem prolongada que se instalou sobre o Sistema Cantareira, a retirada de água dos reservatórios para abastecer as regiões de Campinas e de São Paulo tem novas regras a partir de novembro — a Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) terá que reduzir a captação nos reservatórios dos atuais 13,5 metros cúbicos por segundo (m3/s) para 10m3/s, enquanto as Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) terão que manter os 3,5m3/s, apesar de já ter entrado em estado de restrição por causa da baixa vazão dos rios. A Sabesp, que capta água para a Grande SP, no entanto, tenta manter os 13,5m3/s atuais e pediu à Agência Nacional de Águas (ANA) para preservar a cota de outubro, com objetivo de “evitar grandes transtornos à população”.

A decisão dos gestores do sistema, divulgada em julho, quando estabeleceram as vazões até o final de novembro, visa a administração da pouca água nos reservatórios, e aumentar o nível de armazenamento. O sistema operou ontem pelo terceiro dia consecutivo com 16,5% da capacidade, ainda bombeando a água abaixo das comportas, o chamado volume morto. Outubro continua sendo um mês crítico para o sistema. Segundo a ANA, até o último dia 9, a vazão afluente aos reservatórios de Jaguari-Jacareí, Cachoeira e Atibainha, que formam o chamado Sistema Equivalente, corresponde a 6,86m3/s, o que equivale a 25,6% da média histórica do mês e a 173,2% da mínima histórica do mês. O sistema acumula 41,7 milímetros (mm) de chuva no mês, que corresponde a 32,4% dos 128,5 mm esperado para outubro. (MTC/AAN)