Publicado 12 de Outubro de 2015 - 5h30

A proprietária de uma loja de jogos eletrônicos no Parque D. Pedro Shopping foi presa em flagrante no final da tarde de anteontem pela Polícia Civil por vender ilegalmente videogames roubados e ainda não lançados no Brasil. Aline Marielle da Silva Menegaldo tinha na Globo Games sete modelos do X-Box One Halo 5, da Microsoft, e foi autuada por receptação. A comerciante alegou que não sabia que o aparelho ainda não havia sido lançado no País. Os videogames haviam sido roubados no dia 30 de setembro, de um contêiner do Porto de Santos, e foram revendidos em lojas clandestinas da Capital. O caso foi registrado no 4 Distrito Policial e a acusada foi conduzida à cadeia feminina de Paulínia. Ela obteve alvará de soltura e foi libertada ontem.

A operação foi montada por policiais civis de Santos depois que o advogado da Microsoft viu os aparelhos para vender por R$ 2.549,00. O advogado Leonardo Andrade e Silva, que acompanha o caso do roubo dos 108 equipamentos do contêiner, afirmou que viu os videogames para vender no Mercado Livre e acionou a polícia. O policial que fez a prisão se disfarçou de comprador. No boletim de ocorrência, a mulher contou que comprou os aparelhos há 15 dias no Shopping Mundo Oriental, no Centro de São Paulo. Ela informou à polícia que chegou a consultar um dos seus vendedores se o aparelho já tinha sido lançado no Brasil e, segundo ela, ele respondeu que sim. A mulher adquiriu um modelo por R$ 1,8 mil.

A comerciante revendeu o game por R $ 2,5 mil ao policial, que encomendou mais dez. Aline informou que voltou a São Paulo para comprar os equipamentos, mas o shopping só tinha sete. O policial viu pelo número de série que se tratavam dos mesmos equipamentos roubados. No momento da prisão, a mulher não tinha a nota fiscal dos aparelhos, segundo a ocorrência, mas informou no BO não imaginar que os equipamentos haviam sido roubados. Os videogames, que devem entrar no mercado brasileiro no próximo mês, custam R$ 3,5 mil cada. As informações obtidas devem ajudar a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos, que investiga o roubo, a rastrear suspeitos. Os equipamentos apreendidos ontem foram devolvidos à Microsoft.

O Correio entrou em contato com a loja, que continua funcionando. Um funcionário, porém, disse que desconhecia a prisão e afirmou que pediria para alguém da gerência entrar em contato. Até o fechamento desta reportagem, ninguém retornou. O shopping confirmou que a loja funciona normalmente e informou que está à disposição das autoridades para colaborar na investigação. (AAN)