Publicado 10 de Outubro de 2015 - 5h30

Outubro é o ápice da colheita de jabuticaba, e uma fazenda no distrito de Joaquim Egídio, em Campinas, pretende fazer deste mês a alegria dos amantes do fruto. Somente com agendamento, a Santa Maria abre as porteiras, cobra R$ 15,00 por pessoa e, durante cinco horas, cada um pode comer o quanto de jabuticaba aguentar. Tem gente que come e ainda leva para casa, garante a agrônoma Susanna Ulson Cardoso, de 42 anos, uma das proprietárias da fazenda.

A 10 Estação do Pague e Colha da Jabutibaca está aberta desde a semana passada para os visitantes ávidos por jabuticaba. Das 8h às 13h pode-se apreciar o sabor das “marias pretas” agarradas a cem árvores. Na centenária fazenda estão plantadas três espécies do fruto: a ponhema, sabará e paulista. As duas últimas estão em maior quantidade espalhadas por um grande terreno. Os pés estão carregados e, apesar de alguns frutos ainda estarem verdes, Susanna garante que até o início da semana todos estarão prontos para a degustação.

Em cada edição, passa pela fazenda uma média de 150 pessoas. Não é um número alto, mas a “colheita” já conquistou clientes fiéis que se deslocam de longe para passar horas debaixo das árvores. “Temos a Nilce, uma das mais antigas frequentadoras, que vem de São José dos Campos todos os anos e passa horas comendo. Ela sobe nos pés e até improvisou um cabo na sua lata de óleo antiga para facilitar a colheita nos galhos”, conta Susanna.

A alegria maior, segundo ela, é ver as crianças tendo o primeiro contato com uma jabuticabeira. E muitos pais fazem questão dessa visita por causa dos filhos. Adultos e mais velhos também se entusiasmam com o passeio. “Jabuticaba é uma memória de infância, e muitos relatam isso quando chegam aqui.”

O local já recebeu excursão de japoneses, e Susanna recorda que o primeiro contato deles com uma jabuticabeira foi assustador. “Eles pensavam que a árvore estava doente e só acreditaram que não quando coloquei uma jabuticaba na boca”, relembra a proprietária.

A agrônoma diz que, após quase uma década, este ano foram três ciclos de floradas, por causa das chuvas. Recentemente, saíram da fazenda 50 quilos do fruto para pesquisas na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “Toda a plantação é orgânica e temos 100% de sustentabilidade na fazenda”, explicou. Cada árvore pode dar de 50 a 200 quilos do fruto e, de acordo com o clima — se estiver muito quente, por exemplo —, pode ter jabuticaba no pé durante dez ou mais dias.

Além de ficar “pendurado” nos galhos, há também a opção de somente colher a fruta e levar para casa. Se a fazenda fizer o serviço, o custo do litro é de R$ 6,00. Se a pessoa quiser andar com um cano de PVC e um balde e colher as marias pretas, o litro sai a R$ 5,00.

O ingresso para crianças de 9 a 14 anos acompanharem os adultos na comilança é de R$ 10,00.