Publicado 15 de Outubro de 2015 - 5h30

A Seleção Brasileira cumpriu a sua obrigação de vencer a Venezuela. Jogou bem, fez 3 a 1 e somou seus três primeiros pontos nas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2018. É preciso ressaltar que, em virtude da fragilidade do adversário, o time de Dunga não fez nada além de sua obrigação. Mas é bom que tenha dado sinais de evolução.

O jogo no Castelão teve vários pontos positivos. Willian parece que vai se firmar no time titular. Ele já havia sido o melhor jogador do time na derrota para o Chile e na terça-feira repetiu a dose. Fez dois gols, se movimentou o tempo todo e foi decisivo para a vitória.

O experiente Ricardo Oliveira começou jogando e aproveitou a oportunidade. Ele teve duas chances no jogo e na primeira parou no goleiro venezuelano. Na segunda, estava atento e mostrou oportunismo após falha grotesca de um zagueiro. Foi um gol importante, que acabou com a esperança de reação de um adversário que àquela altura perdia por 2 a 1.

Outra novidade foi Filipe Luís. O lateral do Atlético de Madrid jogou muito bem, com excelente participação ofensiva. Ganhou alguns pontos no duelo com Marcelo pela condição de titular.

Os volantes também evoluíram. Tanto Luís Gustavo como Elias conseguiram dificultar a saída de bola da Venezuela e foi assim que surgiu o primeiro gol, com apenas 36 segundos de jogo.

Embora não tenha comprometido a atuação da Seleção, Oscar destoou. Não foi péssimo como em Santiago, mas não cumpriu a obrigação de jogar bem contra um adversário de nível técnico inferior. Lucas Lima teve pouco tempo em campo e mesmo assim conseguiu mostrar que pode ser mais útil à equipe do que Oscar, que não merece uma nova convocação no dia 22.

Oscar foi péssimo em Santiago e mesmo assim seguiu no time titular. Jefferson sofreu um gol defensável contra o Chile e perdeu a posição para Alisson. O goleiro do Inter não teve muito trabalho. Tem enorme potencial, mas me pareceu inseguro na hora de sair do gol para interceptar cruzamentos. Precisa ser melhor avaliado.

Taticamente, a Seleção Brasileira evoluiu. Marcou a saída de bola sob pressão, os volantes chegaram um pouco mais à frente e tudo isso contribuiu para uma vitória convincente.

Evidentemente, esse processo de evolução tem que continuar. Ganhar em casa da Venezuela é o mínimo que se espera da Seleção. No próximo jogo, em Buenos Aires, a conversa será diferente. O Brasil deve ter Neymar e a vice-campeã mundial Argentina precisará da vitória para compensar sua má largada. Aí sim poderemos fazer uma análise mais precisa da força da seleção de Dunga.