Publicado 15 de Outubro de 2015 - 5h30

Na estreia de Doriva como técnico, o São Paulo continuou tão irregular e cheio de falhas na defesa. O Fluminense foi mais competente e conseguiu fazer 2 a 0, ontem, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. O tropeço impede o time do Morumbi de entrar provisoriamente no G4 e não serve para compensar a grave crise política no clube.

O intervalo de dez dias na competição e a chegada do novo treinador para a vaga de Juan Carlos Osorio não trouxeram um resultado positivo. O São Paulo chegou à 10 derrota em 30 rodadas, estacionou na 5 posição e pode ver o Santos ampliar vantagem dentro da zona de classificação à Libertadores. Já o Fluminense chegou aos 40 pontos e segue na parte intermediária.

O ambiente conturbado no São Paulo pela renúncia do presidente Carlos Miguel Aidar teve uma breve pausa para ver a estreia de Doriva. Seis dias depois de chegar ao clube, o técnico se manteve fiel ao discurso da apresentação, ao escalar o time no 4-2-3-1 e sem jogadores em posições improvisadas.

O momento ruim pareceu ter abatido o time. Os jogadores pareciam nervosos. Só o São Paulo levou cartões amarelos. Com dois desfalques, a formação contra o Fluminense foi parecida com aquela que será força máxima, no entender do treinador. Somente Carlinhos e Michel Bastos devem completar os titulares.

O primeiro tempo, de poucas chances de gol, foi um jogo enroscado, ruim de se ver. Os números de erros de passes e de impedimentos superaram a quantidade de lances de emoção. A bola ficou em disputas na intermediária em vez de dominada e trabalhada por quem sabia como criar.

O São Paulo contribuiu bastante para essa pasmaceira. O time teve mais posse de bola, mas pecava pela lentidão e pela falta de opções de jogo. Os volantes tentavam iniciar a saída para o ataque e encontravam as peças ofensivas marcadas. Tudo ficava travado.

Apenas dois lances destoaram e foram um oásis de futebol competente no primeiro tempo, ambos em cruzamentos na área. Rogério aproveitou uma sobra e rolou para Ganso chutar colocado e acertar o travessão. Já aos 30’, Gustavo Scarpa cobrou escanteio e Fred subiu livre de cabeça para abrir o placar. A defesa são-paulina vacilou e deixou sem marcação o mais perigoso jogador adversário. Na saída para o intervalo, Luis Fabiano admitiu ter falhado no lance.

O começo do segundo tempo foi fatal para o São Paulo. Doriva mexeu no time, foi ousado demais e tirou o volante de marcação Hudson para colocar Wesley, que tem como característica ajudar o ataque. Quando o substituto tentava articular uma jogada, perdeu a bola, a equipe levou um rápido contra-ataque e Marcos Júnior apareceu nas costas de Matheus Reis para abrir 2 a 0.

A desvantagem motivou o São Paulo a buscar o ataque. Luis Fabiano, de cabeça, e Pato, em chute cruzado, por muito pouco não conseguiram diminuir. O time rondou mais o gol de Diego Cavalieri, enquanto também deixou a defesa desprotegida e exposta às investidas do Fluminense. Com as principais peças sem inspiração para jogar, o São Paulo ainda ouviu gritos de "olé" no final. (Da Agência Estado)

FLUMINENSE

Diego Cavalieri; Higor Leite, Gum, Marlon e Breno Lopes; Jean, Cícero e Gérson (Vinícius); Gustavo Scarpa, Marcos Júnior (Osvaldo) e Fred (Wellington Paulista). Técnico: Eduardo Baptista.

AS FRASES

“O 1 tempo foi horrível, mas estava equilibrado. No 2 conseguimos sair e tomamos dois contra-ataques.”

Ex-diretores devem voltar

A gestão temporária de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, como presidente do São Paulo deve promover o retorno ao clube de antigos desafetos do antecessor, Carlos Miguel Aidar. A diretoria para o mandato tampão, de 30 dias, deverá ter membros que trabalharam sob o comando do presidente Juvenal Juvêncio, entre 2006 e 2014. Juvenal não deve participar do processo. Ele estaria cuidando de problemas de saúde. (AE)