Publicado 14 de Outubro de 2015 - 5h30

A nove rodadas do final do Campeonato Brasileiro, a Ponte Preta volta a campo hoje para enfrentar o Palmeiras. O jogo é dos mais difíceis (até aqui a Macaca conseguiu apenas um ponto nos três jogos que disputou como visitante contra paulistas), mas a proximidade das duas equipes na classificação mostra como é boa a campanha da Ponte Preta. Se sair vitoriosa do gramado do Allianz Parque hoje à noite, ficará a apenas um ponto de um dos times mais fortes do País, que está entre os semifinalistas da Copa do Brasil e que no Brasileiro luta por um lugar no G4.

A possibilidade de colar em um time que tem a vaga na Libertadores como meta, porém, é ofuscada pela mudança no comando técnico.

Assim que perdeu Osorio para a seleção do México, o São Paulo tirou Doriva do Moisés Lucarelli. Ao contrário do que fez o Tricolor, a diretoria da Ponte não teve pressa. Resolveu enfrentar o Palmeiras com um técnico interino e deve ter seus motivos para isso. É provável que já tenha escolhido um nome, mas talvez tenha que esperar um tempo para concluir a contratação. Nos bastidores, o nome de Gilson Kleina, atualmente no Avaí, é muito forte. Para não ter que pagar a multa rescisória, talvez seja necessário esperar um pouco, pensando mais em 2016 do que na reta de final do Brasileirão de 2015, no qual está muito perto de alcançar seu objetivo.

Para ter esse tempo a mais, é importante que a Ponte Preta faça uma boa apresentação hoje no Allianz Parque. Ainda que o favorito Palmeiras vença a partida — o que seria um resultado normal mesmo se Doriva ainda vestisse preto e branco —, é importante que Felipe Moreira mostre que tem condições de seguir à frente do time pelo tempo que a diretoria precisar para montar sua nova comissão técnica.

O Palmeiras precisa demais de uma vitória hoje. Perder pontos em casa seria um desastre na acirrada luta por um lugar no G4. E o time ainda precisa dar uma resposta à torcida após a humilhante derrota por 5 a 1 para a Chapecoense.

Esses dois fatores vão dificultar a vida da Macaca, que defende uma invencibilidade de cinco rodadas, marca difícil de se alcançar em um campeonato tão duro como o Brasileirão.

O jovem treinador — filho do ex-meia e ex-técnico Marco Aurélio, um ídolo do clube — precisa mostrar que é capaz de dar conta do recado mesmo em uma situação adversa como a de hoje. Sua missão é fazer com que o time jogue bem e seja competitivo. É o que a diretoria precisa para escolher seu novo técnico no tempo que lhe for conveniente.