Publicado 14 de Outubro de 2015 - 5h30

O técnico Doriva estreia hoje no comando do São Paulo cercado de expectativas contra o Fluminense, no Maracanã, no Rio, pela 30 rodada do Campeonato Brasileiro, às 22h. A equipe terá de mostrar que está pronta para a reta final da temporada, adaptada ao novo treinador e livre dos problemas políticos no comando do clube.

O São Paulo que terá de passar por tantas provações no Maracanã tem poucos problemas no elenco. Somente o lateral-esquerdo Carlinhos e o meia Michel Bastos estão machucados e não vão jogar. Até mesmo o atacante Alan Kardec volta a ser relacionado após seis meses, período em que se recuperou de cirurgia no joelho direito. "Foi um período longo. Muitas coisas aconteceram. Saí sob comando do Muricy Ramalho. Volto com o Doriva. Tivemos o Osorio nesse meio tempo. Trabalhei pouco com ele e é difícil de analisar. E a parte política os jogadores não têm de se meter", afirmou Kardec.

O novo treinador teve seis dias para trabalhar e arrumar o time desde que assumiu o lugar deixado pelo colombiano Juan Carlos Osorio. A responsabilidade de Doriva é grande pela proximidade de decisões por vaga na Copa Libertadores nas nove rodadas finais do Brasileirão e a disputa da semifinal da Copa do Brasil contra o Santos.

O estilo de trabalho mudou bastante em comparação a Osorio, mas os jogadores afirmaram que não houve problema de adaptação. "O diferente é o Osorio. O Doriva é mais tradicional, procura trabalhar posicionamentos táticos e entrosar mais a equipe", disse Hudson.

O São Paulo deve ter postura mais cautelosa e sem improvisações para encarar o Fluminense. O time titular tem treinado junto desde sexta-feira, o esquema 4-2-3-1. Doriva não deve manter a postura ofensiva de Juan Carlos Osorio e vai escalar uma formação mais cautelosa.

Antes improvisado como volante, Breno volta à posição de origem, como zagueiro. No meio de campo, Hudson e Thiago Mendes vão cuidar de marcação. Rogério e Alexandre Pato terão o papel de criar jogadas pelas pontas e o atacante centralizado será Luis Fabiano.

Em quinto lugar no Brasileirão, o São Paulo busca vencer e torcer por um tropeço do Santos para retornar ao G4. O rival alvinegro é também o adversário direto do clube do Morumbi por vaga na final da Copa do Brasil.

O Fluminense, por sua vez, quer aproveitar a crise política no São Paulo e se afastar de vez da zona do rebaixamento. Nos 10 jogos do returno, o Fluminense tem o pior aproveitamento do campeonato, com apenas quatro pontos conquistados. (Da Agência Estado)

Aidar oficializa renúncia e eleições saem em até 30 dias

Carlos Miguel Aidar deixou de ser presidente do São Paulo de forma oficial ontem. O ex-dirigente passou parte do dia no estádio do Morumbi, onde almoçou com antigos aliados. À tarde, se encontrou com Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do Conselho Deliberativo, e entregou a carta de renúncia do cargo que ocupava desde abril de 2014. Leco, como primeiro ato da gestão, colocou Ataíde Gil Guerreiro, pivô da crise, de volta no cargo de vice-presidente de futebol.

A informação foi confirmada pelo clube, que convocou uma entrevista coletiva do novo presidente para amanhã pela manhã, no Morumbi. A partir de agora, Leco, presidente do Conselho Deliberativo, assume o comando e terá 30 dias para convocar novas eleições. O pleito deve ter mais de um candidato, pois antigos membros da diretoria de Aidar e um grupo liderado por ex-presidentes articulam o lançamento de concorrentes. A disputa é válida por um mandato tampão, até abril de 2017.

Aidar optou pela renúncia depois de ouvir pedidos de sócios no seu escritório de advocacia e também a sugestão das filhas em encontro na noite da última sexta-feira. (AE)

FLUMINENSE

Diego Cavalieri; Higor Leite, Gum, Marlon (Artur) e Breno Lopes; Jean, Cícero e Gérson; Gustavo Scarpa, Marcos Júnior e Fred. Técnico: Eduardo Baptista.

A FRASE

“Se eu tivesse de falar, falaria do lado humano. O Aidar sempre me tratou com carinho e respeito.”