Publicado 12 de Outubro de 2015 - 5h30

Um dos dois nordestinos da Seleção Brasileira — o outro é o baiano Daniel Alves —, o paraibano Hulk vai ter novamente uma "torcida particular" amanhã, contra a Venezuela, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Ele não sabe quantos parentes e amigos virão a Fortaleza para assistir à partida, mas o contingente deve ser grande, pois, segundo o atacante, sua mãe já "alugou o ônibus".

"Eu estou jogando muito longe (no Zenit, da Rússia) e não dá para levá-los para ver os jogos. Mas com certeza vão estar aqui", disse Hulk ontem, antes do treino da Seleção em Fortaleza.

Além da torcida própria, Hulk e a Seleção vão ter um contingente muito maior a observá-los no Castelão, pois são esperados cerca de 60 mil torcedores amanhã. E o jogador sabe que a Seleção terá de fazer a sua parte para ver confirmado o apoio que ele tem certeza que a equipe terá do começo ao fim da partida contra a Venezuela.

Para isso, será preciso jogar um bom futebol e, acima de tudo, vencer. Ainda mais depois do tropeço diante do Chile. "Tem de puxar a pressão da torcida para o nosso lado. Com certeza vamos ter o apoio. Se a gente conseguir o gol rapidamente, vai ajudar, mas, se não conseguir, teremos de manter a tranquilidade", avalia Hulk.

Gol é algo que Hulk não conseguiu fazer contra o Chile, depois de ter marcado nas duas partidas amistosas realizadas em setembro nos Estados Unidos — contra a Costa Rica e a seleção norte-americana. Ele admite e reconhece as cobranças por ter passado em branco. Mas procura não se abalar, embora tenha de conviver com a ameaça de Ricardo Oliveira, um especialista de área, roubar-lhe a posição.

"Infelizmente às vezes as coisas não correm como a gente quer. Tem jogo em que você não toma a melhor decisão", justificou Hulk. "Espero que contra a Venezuela as coisas voltem a acontecer para mim e para a Seleção", afirmou o atacante paraibano.

Hulk garante que o posicionamento — estava acostumado a jogar mais pela direita na Seleção, assim como faz na maioria das vezes no Zenit, e agora está centralizado — não atrapalha seu rendimento.

"No Zenit eu também jogo como número nove. Eu não vejo diferença. Se você está na frente, a bola vai chegar, pois tem jogadores de qualidade na Seleção Brasileira para fazer isso. Tem de aproveitar as oportunidades", afirmou o atacante. (Da Agência Estado)

Willian admite que vitória magra já será importante

Pressionar bastante a Venezuela, mas acima de tudo ter tranquilidade. Se der para golear, ótimo. Se não der, o importante será vencer. É assim que o meia Willian se prepara para o segundo jogo da Seleção Brasileira nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Amanhã, no Castelão, o que interessa é vencer.

"A gente tem condições de fazer gol no começo do jogo. Mas também sabemos como o futebol é difícil, pois todas as equipes são bem treinadas. O importante é não desesperar. A gente tem 90 minutos para fazer o gol", disse Willian ontem, no Castelão, fiel à filosofia que reza que "1 a 0 é goleada". "Um a zero é placar bom. São três pontos e o que a gente quer são os três pontos."

O jogador do Chelsea entende, porém, que a Venezuela não necessariamente vai ser um adversário fácil. "Antigamente, quando o Brasil ia jogar com a Venezuela era goleada certa. Hoje está mais difícil. A gente sabe quanto foi difícil os 2 a 1 sobre eles na Copa América", comparou Willian.

Para ele, a Seleção evoluiu bastante desde que Dunga reassumiu a equipe. "Mas a gente tem de estar sempre evoluindo, nunca pode achar que está bom", disse. (AE)