Publicado 12 de Outubro de 2015 - 5h34

Por Tadeu Fernandes

Tadeu Fernandes

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Tadeu Fernandes

Hoje, 12 de outubro, comemora-se o dia das crianças, muitos pais saíram às compras em busca do tão esperado presente, mas será que basta um presente? Será que foi criado para esses fins o dia das crianças? Não, não são somente presentes e estímulos ao consumismo desenfreado, o dia das crianças é um momento de reflexão sobre o que se comemorar nesse dia? A Unicef denuncia que, a cada ano, pelo menos um milhão de menores (três mil ao dia) é introduzido no mercado do sexo, mas alguns pesquisadores acreditam que o número deva ser quatro vezes maior, pois ainda não existem dados estatísticos totalmente confiáveis. Segundo estimativas da ONU, no ano passado, 150 milhões de meninas e 73 milhões de meninos foram abusados sexualmente no mundo.

Estatísticas da Organização Mundial do Trabalho (OIT) mostram que 1,8 milhão de crianças e adolescentes são abusados sexualmente no mundo, a cada ano. No Brasil, as cifras mostram que 100 mil são vítimas. Cresce a rede de pedofilia e prostituição infantil no Brasil, e medidas de repressão e controle ainda estão vagando pelos vazios corredores da Câmara e Senado.

Outro dado a refletir, cerca de 6 milhões de crianças morrem a cada ano pela fraqueza de seu sistema imunológico causada por fome, o que as torna incapazes de superar doenças infecciosas curáveis, como diarreia e malária.

Todos os dias, mais de 850 milhões de pessoas vão se deitar com fome; 300 milhões são crianças. A cada cinco segundos, uma delas morre de fome. A Unicef estima que existam 158 milhões de crianças menores de 15 anos vítimas de trabalho infantil em todo o mundo e que mais de 100 milhões, quase 70% da população laboral infantil, trabalham na agricultura em áreas onde o acesso à escola e ao material educativo é limitado.

No Brasil, cerca de 4 milhões de crianças trabalham no meio rural e somente 29% delas recebem remuneração. Entre as crianças de 5 a 9 anos, somente 7% recebem remuneração e um grande número não tem acesso à educação. Em pleno século 21, o Brasil ainda tem 680 mil crianças que não frequentam a escola, 11,5% das crianças de oito e nove anos são analfabetas, segundo o IBGE. O percentual supera a média nacional entre adultos, de 10%. No Nordeste, o índice infantil vai a 23%, no Maranhão, o estado do coronelismo, atinge o pico nacional de 38%.

Estima-se que, só no Brasil, 18 mil crianças são vítimas de espancamento e uma a cada minuto de algum tipo de violência: emocional, física ou sexual. Segundo a Unicef, entre 133 milhões e 275 milhões de crianças são vítimas ou testemunhas de violência em casa. Em muitas sociedades, a violência contra a criança é tolerada, já que ganha uma conotação de “medida de disciplina”. O medo de denunciar os autores da violência é o que faz a violência continuar escondida.

Os acidentes, ou lesões não-intencionais, representam a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos no Brasil. Cerca de 6 mil crianças até 14 anos morrem e 140 mil são hospitalizadas anualmente segundo o Ministério da Saúde. Estimativas mostram que a cada morte, outras quatro crianças ficam com sequelas permanentes que irá gerar, provavelmente, consequências emocionais, sociais e financeiras à essa família e à sociedade.

A Aids deixou órfãs 15 milhões de crianças; mais de 500 mil nasceram com o vírus HIV no ano passado, entre elas, cerca de 20 mil crianças brasileiras. A cada hora uma criança morre vítima de alguma espécie de câncer no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), dez mil crianças e adolescentes acima de quatro anos morrem de câncer anualmente no Brasil, número que poderia ser bem menor se o governo ampliasse os recursos destinados ao diagnóstico precoce.

Enfim, este é o cenário onde vivem milhões de crianças, todos nós somos responsáveis, presenteie seu filho, mas não se esqueça dessa reflexão: “Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, não está apenas me recebendo, mas também àquele que me enviou”. Marcos 9:37.

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