Publicado 14 de Outubro de 2015 - 5h00

Por Maria de Fátima

Maria de Fátima Franco dos Santos, da PUC: para ela, realidade é ainda pior que a revelada em pesquisa

Cedoc/RAC

Maria de Fátima Franco dos Santos, da PUC: para ela, realidade é ainda pior que a revelada em pesquisa

A morte nos remete à solidão. Isto começa por deixarmos quem morreu sozinho, logo após o velório, em sua sepultura e, é claro, não poderia ser diferente.

A imagem de um ente querido, após o sepultamento, nos vem com a impotência de nada podermos fazer diante do abandono que somos obrigados a lhe proporcionar. Neste momento, apenas a fé religiosa que nutrimos, pode acalentar um pouco do nosso desespero.

O nascimento também não deixa de ser um ato solitário, em que até mesmo gêmeos terão vidas distintas, a partir do parto. Ao nascermos e morrermos temos a solidão como companheira.

O sentimento que nutrimos com a perda de uma pessoa jamais será conhecido por outra, só a nós ele pertence. Cada um sentirá à sua maneira a separação absoluta provocada com a morte.

Acreditar que um dia nos encontraremos com todos que amamos e já se foram, talvez seja a maior forma de conforto que possamos vislumbrar.

Precisamos aceitar a morte, não há alternativa. Ela deixa a todos no mesmo patamar de finitude do ser.

O poder, a riqueza, a beleza ou qualquer outro predicado que pode fazer com que alguém se sinta superior aos demais, são insignificantes após o último suspiro.

Viver valorizando a fraternidade, o respeito aos outros, a honestidade e a humildade talvez sejam maneiras de continuarmos vivos, até que ninguém mais, se lembre de nós.

Escrito por:

Maria de Fátima