Publicado 13 de Outubro de 2015 - 19h59

Por Agência Estado

Carlos Sampaio diz que prisão de Vaccari complica situação de Dilma

Divulgação/ Agência Câmara

Carlos Sampaio diz que prisão de Vaccari complica situação de Dilma

Após reunião com lideranças da oposição na tarde desta terça-feira (13), em seu apartamento, o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, anunciou que os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaina Pascoal deverão apresentar na próxima sexta-feira (16), novo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Segundo ele, a decisão foi tomada em razão das liminares concedidas nesta terça, 13, por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendendo o rito de análise dos antigos processos de afastamento de Dilma informados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em questão de ordem feita pela oposição.

"Na questão de ordem que fizemos, o presidente da Câmara disse que era possível aditamento, por isso aditamos. Com a decisão do STF suspendendo essa questão de ordem, vamos juntar os três aditamentos que tínhamos feitos e apresentar um novo pedido", explicou Sampaio. De acordo com ele, o novo pedido vai incluir como justificativa tanto as "pedaladas fiscais" praticadas pelo governo federal em 2014 - e já julgadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na semana passada - quanto a de 2015, apontada em relatório do Ministério Público de Contas.

O líder do PSDB afirmou que Cunha prometeu, durante reunião com líderes da oposição na manhã desta terça-feira, deliberar sobre o novo pedido de impeachment já na próxima semana. O tucano disse também que o peemedebista deverá apresentar um agravo regimental ao STF, para que a Corte revogue suas decisões liminares e mantenha a questão de ordem. De acordo com o tucano, as lideranças da oposição deverão assinar o pedido como "amicus curiae" (amigos da causa).

Participaram da reunião os líderes do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR); do SD, Arthur Maia (BA); da Minoria, Bruno Araújo (PSDB-PE); do DEM, Mendonça Filho (PE), e os deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, presidente nacional do SD.

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