Publicado 15 de Outubro de 2015 - 19h58

Por Da Agência Anhanguera

O advogado de Nogueira, Ricardo Hassan Sayeg, comemorou a soltura do seu cliente

Cedoc/ RAC

O advogado de Nogueira, Ricardo Hassan Sayeg, comemorou a soltura do seu cliente

A Câmara de Indaiatuba aprovou por unanimidade, na sessão da noite de quarta-feira (14), requerimento que solicita ao prefeito Reinaldo Nogueira (PMDB) que apresente informações detalhadas sobre a origem do dinheiro apreendido em seu gabinete, na Prefeitura, durante operação do Ministério Público Estadual (MPE) no último dia 5 de outubro. O requerimento foi protocolado pela oposição, mas até a base aliada votou favoravelmente.

Na operação, promotores e uma força-tarefa com 180 policiais militares cumpriram mandados de busca e apreensão na Prefeitura, na casa de Reinaldo Nogueira e na empresa de empreendimentos imobiliários Jacitara.

A investigação é de um suposto esquema que operaria fraudes na compra de terrenos pela Prefeitura. Os imóveis seriam desapropriados por valor até 22 vezes superiores ao que foi pago. Até um promotor está sob investigação, sob suspeita de conivência com o esquema. Ele foi afastado.

Além de computadores e documentos, a operação encontrou R$ 400 mil em dinheiro no gabinete de Nogueira na Prefeitura e R$ 2,3 milhões em moedas de real, euro e dólar em sua casa.

Em entrevista na última semana, o prefeito disse que o dinheiro encontrado na Prefeitura era para pagamento de negócio particular e que parte do valor na casa dele pertenceria ao pai dele. A outra parte seria originada de negócios particulares de sua fazenda de reflorestamento e produção de resina. Nogueira não detalhou os percentuais de cada um.

Na sessão de anteontem, os vereadores também aproveitaram para apresentar questionamento a Nogueira sobre os motivos de o dinheiro estar em seu gabinete e se o recebimento de valores já teria ocorrido anteriormente em sua sala na Prefeitura.

Em números de hoje, se todo o dinheiro encontrado tivesse passado período de 30 dias aplicado em caderneta de poupança em um banco que opera no mercado, Nogueira teria obtido cerca de R$ 13,5 mil de rendimentos (cálculo de 0,5% de juros). O salário que ele recebe como prefeito é de R$ 16,5 mil.

Opositor de Nogueira, o vereador Bruno Ganem (PV) afirmou que o fato é grave e precisa ser apurado.

“Na hipótese de seguir para uma outra etapa, é fundamental o embasamento. Já vi muitas CPIs. Quando não se sabe onde quer chegar, o trabalho acaba sem conclusão”, disse. “A oposição vai cumprir sua pauta definida, sem seguir interesses de outros setores”, disse o vereador Carlos Alberto Rezende Lopes, o Linho (PT).

Para o vereador Luiz Alberto Pereira, o Cebolinha (PMDB), líder do governo na Câmara, Nogueira vai prestar todos os esclarecimentos e ficará claro que não há irregularidades. “Não farei julgamento daquilo que não conheço até porque toda investigação pode levar a uma condenação ou a uma absolvição”, disse. (Da Agência Anhanguera)

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