Publicado 15 de Outubro de 2015 - 17h31

Por Agência Estado

De acordo com a neta Priscila Tomás de Souza, seu avô, o aposentado Eduardo Galhardo de Souza, caiu em casa e bateu a cabeça no chão

Reprodução/TV TEM

De acordo com a neta Priscila Tomás de Souza, seu avô, o aposentado Eduardo Galhardo de Souza, caiu em casa e bateu a cabeça no chão

Com suspeita de traumatismo craniano e passando mal, um idoso de 90 anos foi obrigado a esperar quatro horas pelo atendimento no Conjunto Hospitalar de Sorocaba, maior hospital público da região. Ele só foi examinado por um médico depois que a Polícia Militar esteve no hospital e ameaçou funcionários de prisão. Do tempo de espera, três horas foram do lado de fora do hospital, que se negava a receber o paciente porque não tinha sido feito o pedido de vaga.

De acordo com a neta Priscila Tomás de Souza, seu avô, o aposentado Eduardo Galhardo de Souza, caiu em casa e bateu a cabeça no chão. Ele sofreu um desmaio e começou a passar mal.

Levado às pressas a uma unidade pré-hospitalar, foi examinado por um médico e transferido de ambulância para o pronto-socorro do Conjunto Hospitalar, referência em politraumatismo. Depois de horas de espera, funcionários devolveram a guia de internação à família, alegando não ter sido feito o pedido de vaga.

Indignados, os familiares entraram em contato com a prefeitura. O secretário de Governo, João Leandro Filho, foi pessoalmente ao hospital, mas nada conseguiu. "Não houve nenhuma sensibilidade para atender esse idoso na cadeira de rodas. Não vi outra saída senão chamar a polícia", disse.

O paciente foi atendido por volta das 23 horas. Os policiais registraram um boletim de ocorrência por omissão de socorro.

Na manhã desta quinta-feira (15), a neta informou que o avô passou por tomografia e não houve lesão no cérebro. Ele passa bem.

A direção do Conjunto Hospitalar informou em nota que não houve o pedido de vaga pela prefeitura. "O CHS irá investigar o ocorrido e, se for constatada falha na regulação, os responsáveis serão punidos e o caso encaminhado ao Conselho Regional de Medicina", informou.

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