Publicado 13 de Outubro de 2015 - 19h33

Por Bruno Bacchetti

Unicamp divulga locais de prova

Cedoc/ RAC

Unicamp divulga locais de prova

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apresenta na quarta-feira (14) mais uma ação do plano de segurança Programa Campus Tranquilo. Às 14h será lançado o Botão de Pânico, um aplicativo para celulares que permite a comunicação direta e rápida com a equipe de vigilância interna do campus.

O aplicativo é compatível com os sistemas operacionais da Apple ou Android e foi desenvolvido pelo Centro de Computação da universidade.

As ações de segurança têm sido discutidas desde 2013, em reuniões envolvendo a reitoria, alunos, docentes e funcionários da Unicamp, após aumento de roubos e assaltos dentro da universidade.

Coordenador geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unicamp, Cris Grazina afirma que as propostas são reividicações antigas dos estudantes e a adoção das medidas é uma vitória dos alunos. Segundo ele, foi a pela primeira vez que os estudantes tiveram voz em discussões desse tipo.

Para Grazina, o objetivo é criar alternativas a fim de evitar o patrulhamento da Polícia Militar (PM) no campus, como já ocorre na Universidade de São Paulo (USP).

“Foi uma reivindicação do DCE. Antes, a reitoria usava a justificativa que os alunos não queriam participar das discussões de segurança e as medidas eram sempre de cima para baixo. Achamos que, dentro das nossas limitações, podemos tentar colaborar com ideias para não ficar refém da lógica da repressão”, afirmou.

Ele disse que os índices de violência dentro da universidade são baixos, por isso, a proposta do governo de contar com a presença da PM no patrulhamento do campus não é necessária na Unicamp.

“Não podemos ser inconsequentes e descartar a PM em situações que necessitam da polícia. Mas, na Unicamp, cerca de 70% dos crimes são roubo de bicicletas e é desproporcional colocar policiais militares, utilizando recurso do Estado para isso”, defendeu.

De acordo com a Unicamp, algumas propostas que surgiram dentro do Programa Campus Tranquilo já foram colocadas em prática.

Entre elas, estão o acionamento de guarda do campus para fazer a escolta dos alunos em regiões desertas dentro da universidade e suas proximidades, e o aperfeiçoamento da iluminação do campus de Barão Geraldo, que recebeu investimentos de R$ 1,64 milhão.

Em 120 dias, foram substituídos 3,3 mil pontos de iluminação. Também foi firmada uma parceria com a Prefeitura de Campinas para a implantação e operação no campus do Sistema de Monitoramento por Câmeras da Central Integrada de Monitoramento de Campinas (Cimcamp), visando o controle da entrada e saída da universidade.

Presença da PM

O governo estadual anunciou recentemente a intenção de colocar a PM para realizar o patrulhamento dentro da Unicamp. Policiais começaram a atuar no campus da USP no mês passado, quando uma base móvel foi instalada perto de uma das entradas da Cidade Universitária, e 34 policiais militares estão encarregados do patrulhamento da área.

O sistema de segurança, inspirado no mesmo aplicado no Japão, terá efetivo da PM especialmente treinado para as atividades da universidade, diferentemente do patrulhamento ostensivo comum que já existe.

Em julho, o secretário de Segurança Pública Alexandre de Moraes afirmou que o mesmo modelo seria estendido à Unicamp. No entanto, a secretaria informou, pela assessoria de imprensa, que o patrulhamento da PM adotado na USP é um projeto-piloto e que ainda será avaliado se será expandido para as outras universidades estaduais.

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Bruno Bacchetti