Publicado 11 de Setembro de 2015 - 15h56

Por Gustavo Abdel

Novo acidente na Av. Ângelo Simões reacende debate sobre segurança na via e moradores da região cobram maior fiscalização das autoridades

Gustavo Abdel/AAN

Novo acidente na Av. Ângelo Simões reacende debate sobre segurança na via e moradores da região cobram maior fiscalização das autoridades

Um acidente envolvendo dois veículos e que resultou em ferimentos leves em três vítimas, na tarde desta sexta-feira (11), na Avenida Ângelo Simões, no Jardim Leonor, em Campinas, levantou novamente a cobrança da população para que as autoridades coloquem instrumentos de redução de velocidade na via, na altura da Rua Maestro Bueno Oliveira. Moradores relatam que esse foi o quarto acidente em menos de 15 dias, e no mesmo ponto onde nesta sexta o motorista perdeu o controle de uma Fiorino e bateu na traseira de um Celta.

Há um ano moradores aguardam respostas de um pedido protocolado na Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), cobrando a colocação de uma lombada na região. De acordo com o morador Manoel Joel Carmona, de 75 anos, esse foi o quatro acidente em menos de 15 dias. “Esse trecho é um trecho problemático. Falta uma lombada, bem em frente da minha casa. Os carros descem em alta velocidade e não tem fiscalização nenhuma”, reclama. A reportagem ficou no local aproximadamente 20 minutos e pode constatar que muitos veículos descem em alta velocidade a via, no trecho próximo à Marginal do Piçarrão.

Há uma semana uma jovem perdeu o controle da direção na descida e entrou com o veículo no muro de uma casa na esquina da Rua Maestro Bueno de Oliveira. Já na segunda-feira dessa semana um rapaz de moto também perdeu o controle no mesmo ponto e escorreu com o veículo muitos metros de distância. “São muitos acidentes nesse ponto. A gente está trabalhando e de repente escuta o barulho de batida. Esses últimos dias foram muitos”, reforçou o tapeceiro Walter Destro, de 48 anos.

No acidente desta sexta, um soldador de 52 anos perdeu o controle da direção, na subida da Ângelo Simões e bateu na traseira de um Celta, que estava estacionado. O condutor não sofreu ferimentos, mas a sua esposa e uma neta de 5 anos precisaram de atendimento médico e foram encaminhadas pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para o PS do São José. A criança bateu com o rosto no painel e cortou a boca e quebrou um dente. As vítimas receberam atendimento e foram liberadas.

Antonio Carlos Gasparelli, de 65 anos, dono de um salão de beleza na Ângelo Simões, fez um pedido no dia 16 de setembro do ano passado à Emdec, para a colocação de uma lombada no ponto do cruzamento da Ângelo com a rua Maestro Bueno de Oliveira - local com a maior incidência dos casos de acidentes, segundo os moradores. Gasparelli entregou para a Emdec até um desenho de onde ele julga importante a colocação do redutor. “Essa lombada na descida pode facilitar a conversão de veículos na Rua Maestro e que está nessa via atravessar a Avenida Ângelo Simões. Mas até o momento ninguém nos deu satisfações”, disse.

Em nota, a Emdec informou que o local onde ocorre grande parte dos acidentes encontra-se sinalizado. “Os motoristas devem respeitar a velocidade máxima permitida, dirigindo com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito”, orientou.

Por se tratar de via arterial, a Emdec justificou que não é possível implantar lombada na Av. Dr. Ângelo Simões. “Na altura da Av. da Saudade, por exemplo, foi adotada a fiscalização eletrônica de velocidade (radar)”, divulgou. A empresa garantiu que realizará novos estudos, baseados em engenharia de tráfego, para ampliar a segurança da circulação no trecho em questão.

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