Publicado 10 de Setembro de 2015 - 18h29

Por Carlos Augusto Rodrigues da Silva

Carlos Rodrigues

Da Agência Anhanguera

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O Guarani disputa em 2015 pela terceira vez seguida a Série C do Campeonato Brasileiro e uma deficiência, já registrada em anos anteriores e que foi decisiva para que o time sequer passasse da primeira fase, continua atormentando o alviverde e pode ser novamente uma das vilãs de uma eliminação precoce. Esse detalhe, que faz toda a diferença no futebol, é o gol. Limitado ofensivamente, o Bugre repete a média ruim de anos anteriores e, na segunda-feira, curiosamente, enfrentará uma dupla de atacantes que, sozinha, marcou mais gols que todo o elenco bugrino no torneio.

Até o momento, após 15 rodadas, o Guarani balançou a rede 15 vezes – média de exatamente um gol por partida. Isso configura o time como o sexto pior ataque da Série C. Nas outras temporadas, o problema era bem parecido. Em 2013, a equipe então comandada por Tarcísio Pugliese marcou em 15 oportunidades e fez do Bugre o terceiro pior no quesito. No ano seguinte, o setor ofensivo seguiu devendo e deixou o alviverde a ver navios na briga pela classificação. Com 14 gols, novamente o clube terminou o torneio como o terceiro que menos foi às redes.

A dificuldade em encontrar um centroavante confiável ajuda a explicar essa dificuldade, independentemente do treinador. Desde o começo do campeonato, com Ademir Fonseca e passando por Paulo Roberto e agora Pintado, foram testados Nunes, Dennis, Giancarlo e Anderson Cavalo. Até um esquema sem um camisa 9 de ofício foi testado. Os melhores números são de Cavalo, com três gols, mas curiosamente todos eles aconteceram quando o atacante saiu do banco de reservas. Para o próximo jogo, o jovem Raí, destaque do sub-20, pode ser a nova aposta.

Se gol é artigo raro no Guarani, a Portuguesa tem mostrado como se faz. A Lusa marcou em 27 oportunidades até agora. E enquanto o Bugre sofre para achar um artilheiro, o adversário de segunda-feira sobra nesse sentido. Juntos, o atacante Guilherme Queiroz (11 gols) e Hugo (7 gols) marcaram sozinhos mais gols que o elenco inteiro do Bugre na Série C. Além disso, eles são responsáveis por dois terços do total feito pela Portuguesa.

O atacante Clementino, que tem três gols pelo Bugre, prefere não centralizar a responsabilidade nos homens de frente, mas diz que é preciso encontrar soluções para o problema. “É trabalho, concentração e calma na hora da definição. Não dá para ser perfeito porque isso é impossível, mas precisamos buscar chegar ao mais alto nível possível para os gols saírem”.

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Carlos Augusto Rodrigues da Silva