Publicado 10 de Setembro de 2015 - 13h21

Por Adagoberto F. Baptista

Pavan Jr faz balanço de sua gestão e critica ex-prefeito Edson Moura

Lauro Sampaio

O prefeito de Paulínia, José Pavan Júnior (PSB), apresentou na manhã de hoje, quinta-feira, 10, um balanço de seis meses à frente do governo desde que voltou ao cargo por determinação da Justiça Eleitoral- que afastou Edson Moura Júnior (PMDB) do cargo.

Pasvan Jr reuniu assessores e seus principais secretários de governo no anfi-teatro da Prefeitura e disse que encontrou numa prefeitura endividada, sem crédito no mercado e com vários serviços ameaçados de serem interrompidos por falta de pagamento.

Ele disse que a Prefeitura tinha um restos a pagar de R$ 100 milhões e que foi necessário montar um plano de trabalho emergencial, junto com sua equipe econômica, para pagar e parcelar parte da dívida, manter os serviços essenciais de Saúde e Educação e obter as certidões negativas de várias esferas governamentais para que a cidade pudesse pleitear verbas e executar obras, como do INSS e da Receita Federal

"Fizemos um trabalho muito sério, de muita austeridade e conseguimos vencer a situação.A situação era ainda mais grave, porque o país está em crise e isso se reflete diretamente arrecadação", disse o prefeito.

O prefeito fez críticas indiretas ao seu antecessor- fazendo questão de não citar o nome do desafeto político- e listou no balanço a reforma de Unidades Básicas de Saúde, construção de escolas e as obras de três pontes na cidade, a maior delas que vai ligar o bairro João Aranha ao Monte Alegre, a chamada Ponte do Patropi. As outras duas serão próximas a fábrica da Rhodia.

Na saúde, Pavan Jr. afirmou que encontrou a prefeitura com 14 mil exames represados e que devido a um mutirão realizado, 11 mil deles já foram realizados.

Das 30 certidões que a prefeitura tinha problemas para conseguir os certificados, o prefeito disse que só falta hoje a do Ministério da Educação. "Conseguimos da REceita Federal, do INSS e parcelamos uma dívida com o INSS. Sem esses documentos, a prefeitura pára".

O peesebista falou ainda que está trabalhando para trazer mais 1.400 casas populares para Paulinia, com verbas federais.

"Tivemos que administrar os excessos do goverrmo passado", criticou ele, numa clara referência ao seu antecessor. Na segurança publica, afirmou que comprou mais duas viaturas para o Corpo de Bombeiros da cidade e que há dez dias a cidade não registra nenhuma ocorrência policial.

E concluiu. "Hoje a cidade está estabilizada, com caixa para investir, tudo isso é fruto do nosso trabalho".

Finanças- O secretário de Finanças de Paulínia, Luciano Lima, disse que dos restos a pagar encontrados logo no retorno de Pavan Jr ao governo, já foram pagos e renegociados R$ 60 milhões de uma dívida total R$ 100 milhões.

Ele disse ainda que a queda na arredação, de janeiro a agosto deste ano, foi de R$ 60 milhões, mas que devido a um plano de trabalho realizado foi possivel colocar as finanças em dia. "Já colocamos a primeira parcela do décimo terceiro á disposição dos servidores", disse ele.[

Seguindo o tom do prefeito, o secretário de Finanças também criticou o prefeito anterior, dizendo que situacao era tão grave que a CPFL iria cortar a energia elétrica dos próprios públicos- a dívida com a companhia era de R$ 1,5 milhão. "A empresa que fornece gás de cozinha para as escolas iria suspender o serviço- dívida de R$ 130 mil- e a SABESP ameaçava cortar a água- dívida de R$ 10, 5 milhõe. Com a Pauliprev, o passivo era de R$ 22 milhões. A situação era cáotica", criticou Lima.

Por fim, o secretário revelou que a administração anterior desviou R$ 27 mlhões de recursos vinculados do Orçamento de uma pasta para outra- e dez dias antes de Pavan Júnior voltar a prefeitura mais R$ 12 milhões. "O MPE já foi informado da situação".

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Adagoberto F. Baptista