Publicado 08 de Setembro de 2015 - 17h53

Por Paulo César Dutra Santana

Desde que perdeu o meia Renato Cajá para o futebol árabe, a Ponte Preta iniciou uma incansável busca pelo camisa 10 ideal. Tentou com Felipe, testou Leo Costa e Biro Biro e chegou a insistir com Bady na função de armador. Nenhum deles, deu conta do recado.

Sem outras alternativas, o técnico Doriva tentou inovar ao escalar a Macaca com quatro volantes diante da Chapecoense, no último domingo. Deu naquilo que já era esperado por todos. O time ganhou consistência na marcação, mas ficou absolutamente inerte na criação.

Diante disso, a esperança recaiu num velho conhecido da torcida alvinegra: Adrianinho. O meia, que surgiu como promessa no final da década de 1990, circulou por aí, retornou ao Majestoso há dois anos e agora é, de novo, a esperança de solução para um problema crônico: falta de criatividade.

Apesar de estar voltando de um razoável tempo de recuperação por conta de duas lesões musculares, o xodó da torcida não terá privilégios. “Hoje, não existe jogador sem obrigação de ajudar na macação. Quem entra em campo e acha que não tem preocupação defensiva está fora do mercado”, alerta o treinador. “A gente cobra do Adrianinho a qualidade do passe e a eficiente leitura que ele tem do jogo, mas também a recomposição para ajudar (a marcar)”, completou Doriva.

Adrianinho se mostra tranquilo com a missão. “A gente vem conversando sempre. Já falei que estou à disposição de tudo o que a Ponte precisar de mim. Acho que é momento de fazer o sacrifício que for necessário”, assegura. (PS/AAN)

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Paulo César Dutra Santana