Publicado 08 de Setembro de 2015 - 17h51

Por Maria Teresa Costa

Maria Teresa Costa

Da Agência Anhanguera

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As chuvas elevaram a vazão dos rios Atibaia, Jaguari e Camanducaia e devem tirar esses mananciais do estado de atenção declarado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e que vigora desde segunda-feira. Ontem, o Atibaia, responsável pelo abastecimento de 95% da população de Campinas registrou uma vazão de 78,9 m3/s, em Paulínia, 22 vezes maior que a média dos últimos três dias e o quatro vez acima da vazão histórica do mês, de 19,9 m3/s. A chuva de 39,2 milímetros naquela região veio como alívio. O volume de água que passa no Atibaia, em Paulínia, define quando Campinas e as cidades do Baixo Atibaia entram em alerta ou em estado de restrição.

Já no posto de monitoramento de Valinhos, com chuva 49,2 mm, o Atibaia registrou vazão de 12,9 m3/s – o triplo da média dos últimos três dias, mas ainda abaixo da média histórica de setembro, que é de 13,05 m3/s. O Rio Camanducaia chegou a 9,13 m3/s e o Rio Jaguari a 10,38 m3/s, vazões superiores a linha de corte que define tanto os estados de alerta quanto de restrição.

Segundo os Comitês das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), a previsão de chuvas até o dia 12 é de acumulados de 50 a 75 mm nas bacias PCJ. Já na cidade, a previsão do Cepagri da Unicamp é que o tempo variará entre parcialmente nublado e nublado com pancadas de chuva que podem ser de forte intensidade e acompanhadas de temporais. Na quinta-feira, o sol aparecerá por maiores períodos. Na sexta-feira, chove de forma generalizada na região. Temperatura, máxima de 24C à tarde e mínima de 16C na próxima madrugada.

As empresas de abastecimento, indústria e agricultura estão, desde janeiro, submetidas as regras de uso da água, de acordo com a vazão dos rios – quando é decretado o estado de restrição, as empresas de saneamento têm que reduzir a captação em 20% e indústria e agricultura em 30%. A redução de captação ocorre em função de dois gatilhos a serem observados. O primeiro começa a valer quando o volume útil do Sistema Cantareira, disponível por gravidade, for menor que 49 bilhões de litros no Sistema Equivalente, composto pelas represas Jaguari, Jacareí, Cachoeira e Atibainha. Esse volume equivale a 5% do volume útil, que já não existe desde maio do ano passado, quando teve início o bombeamento de duas cotas do volume morto. Assim, o primeiro gatilho já está valendo.

O segundo é o estado da vazão em determinados postos que medem o nível dos rios. Essas vazões de referência serão calculadas às segundas e quintas-feiras em cada posto referência e será disponibilizado na sala de situação dos Comitês das Bacias do rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). A passagem do estado de alerta para o estado de restrição ocorrerá a partir das 0 h do dia seguinte à disponibilização da informação na Sala de Situação do PCJ e a saída do estado de restrição ocorrerá imediatamente após a publicação da informação no site dos comitês.

RETRANCA

Apesar de pouca, a chuva que vem caindo no Sistema Cantareira manteve o nível operacional dos reservatórios estável e ontem, pelo terceiro dia consecutivo, e operou em 15% da capacidade. O boletim divulgado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado São Paulo (Sabesp) já considera as duas cotas de volume morto adicionadas no ano passado.

Responsável por atender 5,2 milhões de pessoas, o Cantareira recebeu 1,9 mm de chuva ontem, acumulando em setembro 2,1 mm, quando a média esperada para setembro nos reservatórios é de 86,6 mm

ELEMENTO

Cantareira – 15%

Rio Atibaia – 12,9 m3/s

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Maria Teresa Costa