Publicado 08 de Setembro de 2015 - 15h08

Por Alenita de Jesus

Alenita Ramirez

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Um cozinheiro de 41 anos foi preso, ontem de manhã, após se passar por investigador de polícia e atormentar a vizinhança, na Vila Padre Anchieta, em Campinas. Segundo a Polícia Civil, o homem tem problemas mental e teve um surto psicótico. Ele também agrediu a mulher, uma pedagoga de 34 anos.

A crise psicótica teria começado na tarde da segunda-feira. Segundo a pedagoga, ele saiu de casa com o carro da família, um Citröen C4, dizendo que iria dar uma volta e sumiu. Por volta das 21h, ela recebeu uma ligação da polícia dizendo que ele tinha sido detido.

Segundo a mulher, o cozinheiro, teria ido até o bairro vizinho, o Jardim Rosália, e abordado uma família que estava em um Gol. Na abordagem, o cozinheiro bateu o carro dele contra o Gol. Depois desceu e se apresentou como investigador. Ele dizia que havia recebido uma denúncia de que havia armas no veículo. A vítima chamou a Polícia Militar (PM) e todos foram levados para a delegacia, onde o cozinheiro foi liberado após depoimentos. “O delegado viu que o homem tinha distúrbio mental e ligou para a mulher dele, pois o homem estava muito alterado”, contou um policial.

Após deixar a delegacia, ele agrediu a mulher porque queria levar o carro. Assustada, a pedagoga desceu do veículo e foi embora de ônibus. “Ele voltou sozinho, mas passou a noite atormentando a vizinhança. Batia nos portões e gritava pelas ruas que havia um estuprador no bairro. Em frente as casas, ele se apresentava como policial e dizia que precisava entrar”, relatou a mulher.

Por volta das 6h a mulher foi trabalhar e ele chegou a ir no serviço dela. Depois voltou para casa, tomou banho e voltou no serviço da mulher, que chamou a polícia. Ele foi detido em casa, dormindo. “Vivemos juntos há 16 anos e ele sempre foi uma pessoa boa. Mas há três anos e meio começou uma depressão, após sofrer uma queda quando jogava futebol. Ele bateu a cabeça e teve traumatismo craniano”, contou.

Durante a detenção, o cozinheiro xingou os policiais e ameaçou a mulher de morte.

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Alenita de Jesus