Publicado 07 de Setembro de 2015 - 11h55

Por Adagoberto F. Baptista

Comércio abre pela primeira vez no feriado da pátria

Lauro Sampaio

Pela primeira vez no feriado de 7 de setembro, os comerciantes da rua 13 de Maio, principal ponto comercial da cidade, abriram as portas com o objetivo de ter mais um dia de vendas no mês e aumentar o faturamento. Cerca de 80% das lojas estabelecidas no local abriram as portas, entre elas os grandes magazines e lojas de departamentos.

Por volta das 10h30, já era grande a movimentação de consumidores e de pessoas no calçadão que saíram do desfile de 7 de Setembro, que neste ano aconteceu na Vila Industrial por causa das obras de revitalização da região central. Muitas pessoas alegaram desconhecer que as lojas da região estavam abertas e outros aproveitaram para entrar, pesquisar preços e comprar.

A professora Rosa Bonati, 45, disse ter achado positivo a iniciativa porque, nos demais dias da semana ela trabalha e não tem como ir até o local comprar. "Está muito calmo aqui, dá para entrar, olhar os preços, pechinchar e escolher algumas coisas".

A abertura do comércio no feriado da pátria pegou de surpresa também a atendente Tatiane Costa, de 32 anos, que é de Minas Gerais e foi até a rodoviária comprar uma passagem. Ela conta que viu a movimentação no local e resolveu comprar alguns presentes para os parentes. A doméstica Esther de Castro, 57 anos, passeava tranquilamente pelo calçadão com o neto Kauê, de 5 anos. Ela diz ter aproveitado a abertura especial para trocar brinquedos que comprou para o menino.

"Foi muito rápido, tinha pouca gente e fiz a troca tranquilamente", disse ela.

O vendedor Osmar Baldin, 70, que trabalha numa loja de calçados da 13 de maio, afirmou que o movimento pela manhã foi tranquilo . "Não existe mais feriado hoje, por causa da crise econômica as empresas e lojas estão trabalhando para poderem faturar e manter o negócio e empregos". Sua colega de trabalho, Carmem Débora Barbosa, de 40 anos, disse que esta foi a primeira vez que trabalhou no feriado da pátria. "Preciso trabalhar, o patrão pediu e eu vim. Não achei ruim, não".

O casal Demisia Ferreira, 20, e Albert Cristiano Ferreira, 38, de Monte Mor, passeava com os dois filhos no calçadão e aproveitou também para fazer algumas compras. "O desfile estava fraco, percebemos o movimento aqui e descemos com as crianças", finalizou Albert.

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Adagoberto F. Baptista