Publicado 04 de Setembro de 2015 - 15h53

Por Paulo César Dutra Santana

Paulo Santana

Da Agência Anhanguera

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Da mesma forma que conquistou o coração da torcida pontepretana com sua garra, determinação e a incansável luta para fazer gols, o ex-atacante Monga vai superando barreiras a cada dia em sua vida pessoal. Na semana passada, ele comemorou mais uma vitória. Desta vez, levantou o canudo do curso superior de tecnologia em Gestão Pública.

Depois de dois anos de estudos, Monga se formou pela Unip (Universidade Paulista), de Campinas. Agora, ex-centroavante rompedor tem habilitação para atuar na definição de orçamentos para produção de produtos e serviços no poder público e, entre outras atividades, também pode fazer acompanhamento de licitações, orçamento e avaliar resultados.

Monga, que já atua no governo municipal como membro da Secretaria de Esportes, conta que a decisão de voltar à escola foi embalada pelo empurrão dos amigos e da família. “Depois de 30 anos, eu voltei a estudar”, disse, com seu largo e tradicional sorriso. “Confesso que, quando surgiu a oportunidade, fiquei na dúvida se faria ou não. Mas, apoiado pela minha família e vendo os amigos todos animados, decidi encarar. Graças a Deus, foi tudo muito bem”, lembra.

Monga revela que agora quer se dedicar à carreira política e assegura que já faz planos para voltar a estudar. “Demorei 30 anos para me tornar bacharel. Daqui a mais 30 anos, quem sabe eu possa voltar para fazer pós-graduação”, conta, esbanjando o tradicional bom humor.

De acordo com apresentação da Unip, o curso superior de tecnologia em gestão pública tem por objetivo formar profissionais qualificados para administrar organizações do setor público, nos diversos níveis do governo, conservando e utilizando os bens e recursos confiados à sua gestão, buscando sempre o bem da coletividade.

Depois de pendurar as chuteiras, Monga foi treinador de times de base e auxiliar-técnico da equipe profissional da Ponte. Entre as inúmeras idas e vindas da vida, passou por altos e baixos, e trabalhou como entregador de tortas.

Com sua determinação, assegura que nunca desistiu de lutar. “Quando recebi o diploma, confesso, que fiquei emocionado. Foi uma alegria muito grande. Uma satisfação enorme porque nunca imaginei que pudesse me formar numa faculdade”, admite

O ex-atacante, que acredita ter feito cerca de 100 gols pela Macaca (um deles na conquista do acesso para a primeira divisão do Campeonato Paulista, em 1987), faz questão de expressar seu amor pelo clube do Majestoso. “Depois que eu morrer, se puder nascer outra vez e escolher meu futuro, quero nascer pontepretano e jogar na Ponte de novo”, diz.

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Paulo César Dutra Santana