Publicado 08 de Setembro de 2015 - 23h00

Por Paulo Santana

Adrianinho volta a ser titular da Ponte Preta, que segue à procura de uma solução para o setor de armação

César Rodrigues/AAN

Adrianinho volta a ser titular da Ponte Preta, que segue à procura de uma solução para o setor de armação

A Ponte Preta enfrenta o Vasco, nesta quarta-feira (9), às 19h30, no Moisés Lucarelli, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, disposta a encerrar o jejum de vitórias que já chega a cinco rodadas. E, para isso, nada melhor do que encarar um adversário que vem de seis derrotas seguidas, não vence pelo Brasileiro desde 19 de julho e é tido como virtual rebaixado para a Série B, certo? Errado.

Os pontepretanos pregam respeito ao atual campeão carioca, que amarga a lanterna da competição. Destacam a necessidade de suor durante os 90 minutos e empenho total para somar três pontos em casa. "Precisamos da vitória, mas sabemos que ela não virá de qualquer jeito. É preciso empenho, gana e ambição. São três pontos importantíssimos para nossas pretensões", considera o técnico Doriva.

"O Vasco não é um time fraco. Muito pelo contrário, é um adversário de tradição e respeito. Independentemente de estar em primeiro ou em último lugar, temos que dar o nosso máximo para conseguir a vitória", comentou o volante Fernando Bob, que completa 100 jogos pela Ponte na noite desta quarta.

Conhecedor do elenco cruz-maltino, afinal de contas, era ele o comandante do time campeão carioca de 2015, Doriva não se ilude com os números ruins do Vasco. "Vamos jogar contra uma equipe que, mesmo abalada, tem jogadores importantes e de reconhecido valor. Vamos buscar a vitória, mas com os cuidados necessários para não sermos surpreendidos", disse.

Para este jogo, a Macaca entrará em campo com um novo esquema de jogo. Em vez de três atacantes como vinha fazendo, voltará a contar com um armador e terá dois atacantes. O experiente Adrianinho ganha sua primeira chance como titular e assume a vaga de Juninho, que foi substituto de Bady no empate sem gols com a Chapecoense, em Chapecó.

O volante Fernando Bob retorna depois de cumprir suspensão automática e vai compor o meio junto com Elton e Josimar. No ataque, Biro Biro, que ficou de fora pela expulsão na partida com o Cruzeiro, está garantido.

A dúvida fica por conta de Borges, que vem lutando contra uma contratura muscular, e segue em tratamento. "O Borges foi relacionado, mas quem vai decidir se joga ou não é o médico. Esperamos contar com ele, mas tem que estar 100% fisicamente porque o torcedor não aceita erro", assegura Doriva, que deixou Diego Oliveira como opção.

No mais, o time será o mesmo da rodada passada, com a defesa formada pelos laterais Rodinei e Gilson, os zagueiros Renato Chaves e Ferron e o goleiro Marcelo Lomba.

ADRIANINHO

Desde que perdeu o meia Renato Cajá para o futebol árabe, a Ponte Preta iniciou uma incansável busca pelo camisa 10 ideal. Tentou com Felipe, testou Leo Costa e Biro Biro e chegou a insistir com Bady na função de armador. Nenhum deles, deu conta do recado.

Diante disso, a esperança recaiu num velho conhecido da torcida alvinegra: Adrianinho. O meia, que surgiu como promessa no final da década de 1990, circulou por aí, retornou ao Majestoso há dois anos e agora é, de novo, a esperança de solução para um problema crônico: falta de criatividade.

Apesar de estar voltando de um razoável tempo de recuperação por conta de duas lesões musculares, o xodó da torcida não terá privilégios. "Hoje não existe jogador sem obrigação de ajudar na marcação. Quem entra em campo e acha que não tem preocupação defensiva está fora do mercado", alerta o treinador.

Adrianinho se mostra tranquilo com a missão. "A gente vem conversando sempre. Já falei que estou à disposição de tudo o que a Ponte Preta precisar de mim. Acho que é momento de fazer o sacrifício que for necessário", assegura.

NOTAS

Reencontro

O jogo desta quarta marca o retorno do técnico Jorginho ao Majestoso. Em 2013, ele foi um dos responsáveis pela histórica campanha da Macaca que terminou com o vice-campeonato da Copa Sul-Americana. No total foram 30 jogos, com oito vitórias, 10 empates e 12 derrotas: 37,8% de aproveitamento. Naquela temporada, a Ponte acabou rebaixada no Brasileirão.

Reencontro 2

O técnico Doriva também tem a chance de rever seu ex-clube. Em seis meses trabalhando no Vasco (dezembro de 2014 a junho de 15), ele se tornou campeão carioca. Foram 33 partidas com 15 vitórias, nove empates e nove derrotas: 54,5% de aproveitamento.

Equilíbrio

Ponte e Vasco se enfrentaram 40 vezes na história. A Macaca venceu 10 vezes, perdeu 12 e empatou 18. O time campineiro marcou 52 gols e sofreu 57, com saldo negativo de cinco.

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Paulo Santana