Publicado 04 de Setembro de 2015 - 21h56

Por Carlo Carcani

O jornalista Carlo Carcani Filho

Ércia Dezonne/AAN

O jornalista Carlo Carcani Filho

O Guarani volta a campo na manhã deste sábado com um enorme fardo nas costas, que é a obrigação de vencer a qualquer custo para seguir com chances de classificação na Série C do Campeonato Brasileiro.

Esse fardo cresceu durante o primeiro turno, período no qual o Guarani somou apenas 11 pontos em nove partidas. Fechou o turno em 6º lugar, a cinco pontos de distância do G4 do Grupo B.

O Bugre melhorou no segundo turno. Em cinco rodadas, somou oito pontos. É a terceira melhor campanha do período, atrás apenas de Londrina e Tupi, ambos com 11 no turno e 27 no total, virtualmente classificados.

O que pode aliviar um pouco o fardo do Guarani na manhã deste sábado é que o Madureira, seu adversário, caiu vertiginosamente de produção. No primeiro turno, foi o 8º do grupo, com oito pontos. No returno, é o lanterna com apenas três. Corre o sério risco de rebaixamento e, se não vencer neste sábado, poderá fechar a rodada na zona de rebaixamento.

Vitória é artigo de luxo para o Madureira. Até agora, ganhou apenas uma, do Guaratinguetá-SP, que hoje é um time muito mais forte porque se transformou no Guaratinguetá/Atlético-PR. Ao pé da letra, o time carioca só ganhou um jogo em todo o campeonato, mesmo assim de um time que não existe mais.

O Guarani pode, portanto, ser apontado como favorito para o desafio deste sábado, principalmente porque o técnico Pintado teve a sensatez de corrigir os erros que cometeu em sua partida de estreia. Lenon e Cavalo estão escalados nos lugares de Erik Mamadeira e Giancarlo e Oziel será o lateral-direito no lugar de Eric. A presença do trio faz do Guarani um time bem melhor do que aquele que foi envolvido pelo Tombense durante os primeiros 45 minutos.

Ao escalar a melhor formação possível, Pintado não tem garantia de vitória, mas pelo menos não vai perder um tempo inteiro com Giancarlo, como acontece há várias rodadas.

Não é por acaso que o time marcou quatro gols no primeiro tempo e 11 no segundo. Contra Juventude e Tombense, o Bugre não jogou nada na etapa inicial e teve amplo domínio nos 45 minutos finais. Não é questão de ter melhor preparo físico. É questão de ter uma melhor formação em campo.

Neste sábado não dá para correr o risco de jogar um tempo inteiro fora. O Guarani precisa se impor desde o início e definir o quanto antes o placar de um jogo contra um adversário que não vence desde 18 de julho. A obrigação de vencer é um fardo, mas, bem escalado, o Bugre o torna mais leve.

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Carlo Carcani