Publicado 06 de Setembro de 2015 - 8h00

Por Marita Siqueira

Bar do Raphinha

Camila Moreira/ AAN

Bar do Raphinha

Foto: Camila Moreira/ AAN

Raphinha ao lado do pai, Toninho: destreza e simpatia; ao lado, pastel feito na hora

Raphinha ao lado do pai, Toninho: destreza e simpatia; ao lado, pastel feito na hora

Após um mês de descanso, volto à labuta e, como prometi, com alguns bons exemplares de botecos da região de Campinas. Entre eles o Bar do Raphinha, que fica atrás da Cidade Judiciária, o qual escolhi para brindar esse retorno. Logo na primeira cerveja entendi o porquê daquele bar ser querido pelo botequeiro Xingu (quem o me indicou) e antigos frequentadores, tal como Jaime, tratado não como cliente, mas como amigo. Toninho e Rapha, pai e filho, comandam a birosca com destreza e muita simpatia há 19 anos.

Inicialmente, sem conhecê-los ainda, Toninho me abordou dizendo: “Trabalho pro rapaz ali, o que precisar é só me chamar”. Ao conversar com Rapha, “o rapaz ali”, entendi toda a essência do lugar. “Meu pai é espirituoso”, respondeu. Divertido, alegre e atencioso, acrescento. É nesse clima de brincadeira, atenção e carinho com conhecidos e desconhecidos que funciona a casa, sobretudo nos arredores do balcão, entre estantes da mercearia, estufa de salgados e aquelas besteirinhas de saquinho.

O forte do Bar do Raphinha são as pessoas e a TV ligada o dia inteiro em canais de esporte. Segundo o dono, quando jogos diferentes ocorrem no mesmo horário, a opção é sintonizar aquele do time que tiver a maioria dos torcedores ali presentes – exceto quando é da Ponte Preta. Nesse caso, não há discussão. Só mesmo o altar montado no alto com Nossa Senhora, São Jorge (padroeiro do meu “Curintia”) e outros santos para abençoar.

Bar do Raphinha

Com relação à cozinha e à decoração em si, não há grandes relevâncias. Explico: trata-se de mais uma das dezenas de franquias do Nosso Bar que figuram na cidade, ou seja, com vermelho na parede e várias mesinhas da marca para não descaracterizar o padrão estabelecido. Quanto aos comes, bom mesmo é o pastel, frito na hora e sem essa de estar sequinho – comi o de queijo fresco (aquele que não derrete), que estava dos deuses. Ademais, tem as porções frias com salame, palmito, queijo – ótimo acompanhamento para beliscar – e, às sexta-feiras, a partir das 16h, tem espetinhos.

A novidade é o chope Skol, que começa a se espalhar pelos bares como uma aposta mais barata da empresa. É bem leve, muito até para o meu paladar, mas teve aprovação de muitos. Vale experimentar.

Bar do Raphinha

Rua Comandante Ataliba Euclides Vieira, 584, Jardim Nilópolis, Campinas, f. (19) 3256-3055. Aberto de segunda a sexta-feira, das 5h às 22h; sábado e feriado, das 8h às 16h.

Escrito por:

Marita Siqueira