Publicado 09 de Setembro de 2015 - 5h30

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, confirmou ontem, conforme antecipou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que está sendo feita uma discussão, inclusive junto ao Congresso, para encontrar as formas mais adequadas para viabilizar “uma ponte fiscal sustentável”. Levy disse que, em relação “à maioria dos países da OCDE, o Brasil tem menos Imposto de Renda sobre a pessoa física. É uma coisa a se pensar”. Perguntado pelo Broadcast se seria o caso de elevar o IR no Brasil, Levy afirmou que “pode ser um caminho”. “Esta é a discussão que a gente está tendo agora, e que eu acho que tem que amadurecer mais rapidamente no Congresso.”Desequilíbrio

O ministro afirmou que o governo enviou ao Congresso a proposta de Orçamento de 2016 chamando a atenção de que hoje há um desequilíbrio. No documento, ele diz, há a indicação de que as despesas vão superar as receitas em R$ 30,5 bilhões. “A gente tem sido bastante transparente, chamado a atenção de que hoje há um desequilíbrio no Orçamento. A gente mandou o Orçamento com esse desequilíbrio para permitir essa discussão, que é fundamental para garantir uma transição estável, segura, para a retomada do crescimento”, comentou o ministro.Segundo Levy, vários economistas têm destacado que é essencial o equilíbrio entre receitas e despesas. “O mercado também deve estar olhando, como todo mundo está olhando, a dona de casa, o congressista, que o Brasil vai reagir às novas condições da economia mundial e também às necessidades de manter um equilíbrio fiscal que dê tranquilidade aos investidores e às famílias”, comentou. Segundo ele, essa discussão fiscal está sendo feita “no lugar mais importante”, que é o Congresso. Reforma tributária

O ministro afirmou que a simplificação do PIS/Cofins, que é uma reforma, vai gerar mais crédito na economia, inclusive na área de serviços, que tem limites para ter acesso a financiamentos. Ele fez os comentários depois de participar de reunião com o ministro das Finanças e das Contas Públicas da França, Michel Sapin. (Agência Estado)