Publicado 08 de Setembro de 2015 - 5h30

Na contramão da crise hídrica e econômica que afetaram diversos setores no País, o mercado de flores estima um crescimento de 8% este ano e deve faturar R$ 6,1 bilhões, segundo o Instituto Brasileiro de Flores (Ibraflor). Em Holambra, as cooperativasVeiling e Cooperflora estimam um crescimento entre 7% e 12%, em relação ao ano passado. Juntas, elas respondem por 50% do mercado nacional de flores. A Expoflora, maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina, que acontece em Holambra até o dia 27 de setembro, é a maior vitrine deste mercado. Os bons ventos que sopram no setor não são por acaso: estão associados a investimentos dos produtores em reservatórios para captação da água da chuva e em sistemas mais eficientes de irrigação para evitar desperdícios e driblar a crise hídrica.A instalação de caldeiras movidas a lenha, cavaco ou gás para climatização tem sido utilizada pelos produtores para aliviar os reajustes de energia elétrica. O mercado também é impulsionado com novidades em variedades de flores e plantas ornamentais. O Ibraflor também ressalta a facilidade de acesso a flores e plantas pelo consumidor em mercados e outros pontos de venda próximos de casa. Kees Schoenmaker, presidente do instituto, destaca que o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de flores e plantas ornamentais, com um consumo médio de R$ 26,68 por habitante. O faturamento do setor previsto para este ano é de R$ 6,1 bilhões, contra os R$ 5,7 bilhões movimentados pela cadeia produtiva no ano passado. Segundo Schoenmaker, o mercado de flores é uma importante engrenagem na economia brasileira, responsável por quase 216 mil empregos diretos.Cooperativas

A Cooperativa Veiling Holambra espera faturar perto de R$ 550 milhões em 2015, um crescimento entre 8% e 12% em relação ao ano passado. O Veiling conta com cerca de 360 associados e 500 clientes ativos que participam de leilões reversos diários para abastece atacadistas e varejistas de flores e as principais redes de autosserviço.A cooperativa deixou de exportar há seis anos para atender a demanda do mercado brasileiro, embora faça exceções para pequenos compradores da Argentina, Paraguai e Uruguai. A Cooperflora, que compreende 52 produtores e atende a 400 clientes com uma produção semanal de 2 milhões de hastes, estima crescer entre 7% e 10%. Para Renato Optiz, presidente da Câmara Setorial Estadual de Flores e Plantas Ornamentais e diretor de Marketing do Ibraflor, as flores estão presentes no dia a dia das pessoas. “Atuo há 25 anos neste mercado e garanto que esta não é a primeira crise que o País atravessa. Já tivemos outras piores e o consumidor nunca deixou de comprar flores. Por isso, os produtores não cruzam os braços para reclamar, mas vão literalmente a campo para aquecer o mercado. E a grande maioria deles está colhendo sucesso porque soube planejar os investimentos a médio e longo prazos. Quem está investindo este ano vai colher bons frutos quando o mercado se estabilizar”, afirmou.

País tem mais de 8,2 mil produtores

O Brasil conta com 8.248 produtores de flores e 14.992 hectares de área cultivada. Eles são responsáveis pelo cultivo de mais de 3.000 variedades de cerca de 350 espécies. Para comercializar toda essa produção, estão cadastradas cerca de 60 Centrais de atacado, 650 empresas atacadistas e 21.124 pontos de venda no varejo. Somam-se a esse grande esquema mais de 30 grandes Feiras e exposições realizadas todos os anos no País. Uma das maiores vitrines para apresentação ao consumidor final das novidades e tendências

do setor é a própria Expoflora, em Holambra, que está em sua 34 edição e segue até o próximo dia 27, sempre de sexta a domingo das 9h às 19h.

O evento atrai anualmente milhares de visitantes, que também podem comprar diversos tipos de plantas e flores. Os ingressos custam R$ 38. Mais informações podem ser obtidas pelo fone (19) 3802-1421 ou em [email protected] (AAN)