Publicado 06 de Setembro de 2015 - 5h30

O Google anunciou que rejeita o “direito ao esquecimento” imposto na França pela Comissão Nacional de Informática e Liberdades, argumentando que esta instância nacional “não é competente para controlar as informações acessíveis no mundo”. “Nós respeitamos a posição da comissão, mas contestamos por princípio a ideia que uma agência nacional de proteção de dados pessoais reivindique uma autoridade para controlar as informações às quais os internautas têm acesso pelo mundo”, informou o Google. “Nós trabalhamos muito para colocar em prática a sentença sobre o direito ao esquecimento com rigor e exaustividade na Europa, e nós continuaremos a fazer isso”, concluiu a empresa. 

Em maio de 2014, a Corte de Justiça da União Europeia (CJUE) consagrou o chamado “direito ao esquecimento digital” - ou seja, o direito de retirar dos sites de busca os links que direcionam para páginas com dados pessoais, especialmente se elas estão ultrapassadas ou são inexatas. Concretamente, qualquer pessoa que deseje apagar um ou diversos resultados que aparecem após uma pesquisa a partir de seu nome pode fazer o pedido ao site de buscas. O Google, embora tenha contestado a decisão, a aceitou - e elaborou um formulário para qualquer internauta que deseje que uma informação a seu respeito não apareça mais no buscador quando seu nome for colocado. Mas a comissão, munida de centenas de pedidos de pessoas físicas que tiveram o direito ao esquecimento negado pelo Google, enviou uma notificação à gigante norte-americana, que voltou a responder negativamente agora. (France Press)