Publicado 06 de Setembro de 2015 - 5h30

Os Estados Unidos estão considerando implementar sanções econômicas contra empresas chinesas e pessoas suspeitas de estar vinculadas a ciberataques contra alvos americanos, informou um alto funcionário do país, que confirmou informações publicadas pelo jornal “Washington Post”. O governo de Barack Obama ainda não elaborou medidas punitivas, mas está estabelecendo o as bases para essas sanções, segundo informou este funcionário. A decisão americana contra a China pode ter grandes consequências diplomáticas.  O funcionário americano disse à AFP que o governo dos EUA está tentando adotar uma estratégia global para lutar contra os atores envolvidos em espionagem cibernética. ”Isso inclui impor sanções contra indivíduos e entidades”, explicou. Mais prudente, o Departamento de Estado teve a precaução de não confirmar oficialmente a existência de um projeto concreto de sanções econômicas contra Pequim. Seu porta-voz, Mark Toner, entretanto, reiterou que os Estados Unidos continuam “profundamente preocupados com o roubo eletrônico, patrocinado pelo governo chinês, de informação comercial confidencial e tecnologias de empresas dos Estados Unidos”. "Estamos inquietos também pelas medidas adotadas pela China, que violam a privacidade e minam as liberdades individuais na internet”, lamentou. A pirataria na internet há tempos prejudica as relações entre as duas potências. No início de agosto, o secretário de Estado John Kerry acusou a China e a Rússia de “muito provavelmente” ler seus e-mails. O último grande caso de espionagem conhecido nos Estados Unidos foi em junho, com os dados pessoais de quatro milhões de funcionários federais. Vários meios de comunicação responsabilizaram a China, embora Pequim tenha alegado que as acusações foram “irresponsáveis e sem fundamento”.