Publicado 06 de Setembro de 2015 - 5h30

A Superlógica, empresa de software especializada em sistemas de gestão para pequenas e médias empresas, é outro exemplo de como o setor passa longa da crise - a estimativa de crescimento é de 50% neste ano. Seu diretor Comercial, Carlos Moura, afirma que 2015 está sendo muito bom.

“Crise é oportunidade. Temos produtos específicos para atender as demandas pelo aumento de produtividade e de eficiência das empresas”. Ele comenta que a empresa oferece soluções para cinco grandes grupos: condomínios, assinaturas, imobiliárias, comunicação visual e educação.

O diretor-executivo da Matera System, outra do segmento de tecnologia, Carlos André Branco Guimarães, diz que o faturamento deve crescer entre 30% e 40% neste ano. “O foco dos nossos negócios estava centrado no setor bancário, mas percebemos que uma crise econômica poderia afetar o segmento e decidimos diversificar. Passamos a ampliar os produtos para atender outros mercados, como meios de pagamento, que agora são regulados pelo Banco Central, e o e-commerce”, detalha.

O executivo comenta que outra aposta que deu resultado foi manter as exportações, menos quando o câmbio não estava favorável. “A economia americana em recuperação eleva os negócios e tem efeito positivo nas receitas da empresa. A retomada dos Estados Unidos gera uma demanda maior por softwares”.

Guimarães salienta que o mais importante em momentos de baixo crescimento econômico é saber buscar oportunidades em mercados que estão sendo menos afetados. Em tempo: a Matera está com mais de 50 vagas abertas.

Ecossistema ajuda

Representantes do setor de inovação e tecnologia da informação (TI) afirmam que o ecossistema local favorece a criação de startups e o desenvolvimento de empresas de base tecnológica.

“Campinas é a única cidade no País que possui uma lei de incentivo às startups. O município conta ainda com importantes formadores de empreendedores e mão de obra qualificada como as universidades e os institutos de pesquisa”, aponta o diretor-executivo do Núcleo Softex, Edvar Pero Júnior. Ele diz que os empreendedores locais contam ainda com apoio financeiro por meio de fundos como o Inova Venture Participações (IVP).

O presidente da Associação Campinas Startups (ACS), Wilson Campanholi Júnior, afirma que não existe um conceito exato de startup. “Não é o tempo de vida de uma empresa que define se ela é ou não uma startup. Usamos como padrão conceitos como a alta taxa de crescimento sustentável e o atendimento a grandes mercados. A análise é sobre a taxa de crescimento e o tamanho do mercado atendido”, explica.

O diretor-executivo da Agência de Inovação da Universidade Estadual de Campinas (Inova), Milton Mori, diz que as startups locais têm grande potencial de crescimento e geração de valor agregado nos produtos. “As empresas de alta tecnologia também geram empregos qualificados, com salários mais elevados. A cidade de São Paulo ficou em 12 lugar em um ranking mundial de cidade com mais startups, e Campinas é o segundo grande polo no Estado”. (Adriana Leite/AAN)