Publicado 11 de Setembro de 2015 - 5h30

A greve do funcionalismo público municipal de Americana foi suspensa na manhã de ontem, por causa da baixa adesão dos servidores na assembleia da categoria realizada em frente ao Paço Municipal. A Prefeitura de Americana depositou na última quarta-feira R$ 850 para cada servidor, somado aos R$ 500 pagos antes do feriado. Com isso, 2.508 funcionários estão com os vencimentos quitados. A administração promete quitar os salários de todos os servidores até a próxima semana, mas o pagamento vai depender da entrada de recursos nos cofres municipais.

“A greve foi suspensa porque não houve adesão, pouca gente compareceu. O pessoal está com medo e desanimado. Vamos tentar de outras formas recuperar as perdas dos servidores. Continuamos em estado de greve e poder voltar a parar a qualquer momento”, afirmou o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Americana (SSPMA), Antonio Forti.

Em Sumaré, a greve começou ontem com a participação de cerca de 20% do funcionalismo, segundo estimativa do Sindicato dos Servidores Municipais de Sumaré (Sindissu). Os servidores fizeram uma manifestação em frente à Prefeitura e uma caminhada pelas ruas da cidade. No início da tarde, se reuniram com o vereador Wellington da Farmácia, presidente da Câmara, que ouviu as reivindicações dos grevistas. De acordo com o sindicato, a paralisação contou com a adesão de funcionários de setores como Saúde, Educação, Meio Ambiente e Serviços Públicos.

A Prefeitura informou, em nota, que “o movimento é parcial e envolveu relativamente poucos servidores na frente do Paço. Os relatos que recebemos até o momento indicam que nenhum serviço público foi paralisado até o momento”. A administração disse, ainda, que “houve alguma dificuldade apenas no início do dia, devido a tentativas de impedir o acesso de servidores a alguns locais de trabalho (através de palitos enfiados em cadeados e fechaduras de portões), mas estes problemas foram rapidamente resolvidos”.

Os servidores cobram reposição salarial de 7,69% retroativa a março. Uma audiência no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) realizada em 2013 determinou que a reposição salarial até 2016 fosse realizada duas vezes por ano: em abril, retroativa a março, e em agosto, retroativa a julho. A Prefeitura, no entanto, alega que mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) elevaram o percentual do comprometimento das receitas com a folha de pagamento, impedindo o reajuste. Outro motivo apontado pela Prefeitura para não conceder a reposição salarial é que a crise da economia reduziu as receitas do município. (Bruno Bacchetti/Da Agência Anhanguera)