Publicado 10 de Setembro de 2015 - 5h30

Os promotores do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) passaram a receber ameaças de morte após a prisão de 23 pessoas na operação em julho de 2013. Em uma correspondência endereçada ao promotor Amauri Silveira Filho, entregue em setembro do mesmo ano na sede do MP de Campinas, estavam fotos das fachadas de imóveis onde moram familiares dos promotores. Na audiência ontem, o delator contou que a quadrilha começou a receber informações de que haveria um promotor que tinha detalhes sobre a operação criminosa e que os telefones utilizados por eles estariam grampeados. Era Silveira Filho, que chegou a ser apelidado de “Rambo” pelos acusados. A morte ou sequestro de Amauri, familiares dele, ou de membros do Gaeco, chegou a ser ordenada, mas o tema foi objeto de discórdia na quadrilha e nenhuma ação foi arquitetada. “As ameaças foram constantes desde que a investigação se tornou de conhecimento deles. Foram cartas, telefonemas, a promotores do Gaeco e familiares. Desde então isso tem acontecido com uma certa frequência”, explicou o promotor. Segundo ele, cada ameaça é objeto de um procedimento de investigação específico. (ER/AAN)