Publicado 10 de Setembro de 2015 - 5h30

Há tempos que se buscam alternativas para a conciliação do desejo de desenvolvimento dos povos e a criação da riqueza das nações com o objetivo de se alcançar o equilíbrio social e a promoção do bem-estar. Ao longo de séculos, a humanidade apenas concebeu uma forma de exploração da natureza e de transformação que acarreta enormes prejuízos ambientais, os quais, passado o período de abusos, apresentam a conta do passivo remanescente.

Não há dúvidas de que há uma nova consciência mundial no sentido de se tomarem providências sérias e consequentes em relação ao equilíbrio natural. As agressões ambientais estão na mira de inúmeros acordos internacionais e de legislações específicas que buscam atenuar a situação crítica, mesmo sem conseguir reverter o quadro mais pessimista que se possa traçar. É preciso reconhecer os esforços pontuais que, se não alteram profundamente o status de degradação, ao menos sinalizam novos caminhos a serem trilhados.

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) tem um passivo ambiental de alto custo e de difícil abordagem. Por isso, soa animador que a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) registrou um aumento de 14% na reabilitação de áreas com o solo contaminado por produtos químicos, metais ou combustíveis. Isso significa que no ano passado a região teve um total de 106 áreas entre reabilitadas ou em processo de monitoramento para encerramento. No Estado de São Paulo foi registrado um aumento de 30% na reabilitação de regiões afetadas por produtos tóxicos (Correio Popular, 6/9, A+).

Importante nesses índices é que podem representar o resgate de um estado de normalidade ambiental. Há casos comprovados e em processo judicial onde se verificaram graves prejuízos à saúde de moradores próximos aos locais contaminados, assim como as consequências econômicas que vão da desvalorização imobiliária ou mesmo a propriedade da terra para qualquer atividade, afetando empresas e agricultores. Sabe-se que não é fácil a responsabilização por essas perdas, e mesmo a descoberta dos prejuízos soterrados pelo tempo ou pela ação criminosa, o que traz um peso de importância para os resultados parciais apresentados. De toda forma, fica o legado de que se avança nesse sentido e o exemplo está aí para provar que, mais do que nunca, é hora de apertar a fiscalização, recompor o meio ambiente e punir os responsáveis, que não podem continuar impunes diante de um atentado contra o planeta e a humanidade.