Publicado 08 de Setembro de 2015 - 5h30

Pela primeira vez no feriado de Sete de Setembro os comerciantes da Rua 13 de Maio, principal ponto comercial da cidade, abriram as portas com o objetivo de ter mais um dia de vendas no mês e aumentar o faturamento. Cerca de 80% das lojas estabelecidas no local abriram as portas, entre elas os grandes magazines e lojas de departamentos.

Por volta das 10h30 já era grande a movimentação de consumidores e de pessoas no Calçadão, que saíram do desfile de Sete de Setembro, que neste ano aconteceu na Vila Industrial. Muitas pessoas alegaram desconhecer que as lojas da região estavam abertas e outros aproveitaram para entrar, pesquisar preços e comprar.

A professora Rosa Bonati, de 45 anos, disse ter achado positiva a iniciativa porque nos demais dias da semana ela trabalha e não tem como ir até o Centro. “Está muito calmo aqui, dá para entrar, olhar os preços, pechinchar e escolher algumas coisas”, disse.

A abertura do comércio no feriado da Pátria pegou de surpresa também a atendente Tatiane Costa, de 32 anos, que é de Minas Gerais e foi até a rodoviária comprar uma passagem. Ela conta que viu a movimentação no local e resolveu comprar alguns presentes para os parentes. A doméstica Esther de Castro, 57 anos, passeava tranquilamente pelo Calçadão com o neto Kauê, de 5 anos. Ela diz ter aproveitado a abertura especial para trocar brinquedos que comprou para o menino.

“Foi muito rápido, tinha pouca gente e fiz a troca tranquilamente”, disse.

O vendedor Osmar Baldin, de 70 anos, que trabalha numa loja de calçados da 13 de Maio, afirmou que o movimento pela manhã foi tranquilo. “Não existe mais feriado hoje. Por causa da crise econômica as empresas e lojas estão trabalhando para poderem faturar e manter o negócio e empregos”. Sua colega de trabalho, Carmem Débora Barbosa, de 40 anos, disse que esta foi a primeira vez que trabalhou no feriado da pátria. “Preciso trabalhar, o patrão pediu e eu vim. Não achei ruim, não”, afirmou.

O casal Demisia Ferreira, de 20 anos, e Albert Cristiano Ferreira, de 38, de Monte Mor, passeava com os dois filhos no Calçadão e aproveitou também para fazer algumas compras. “O desfile estava fraco, percebemos o movimento aqui e descemos com as crianças”, contou Ferreira.