Publicado 07 de Setembro de 2015 - 5h30

O médico anestesista André Mansano recebeu em uma cerimônia na Hungria a certificação internacional em medicina intervencionista da dor, promovida pelo Instituto Internacional da Dor (WIP, na sigla em inglês). Formado pela Universidade de Londrina, no Paraná, o especialista atua em uma clínica campineira e é coordenador do módulo de dor da Pós-Graduação em Anestesiologia do Hospital Israelita Albert Einstein, na Capital.

O título foi entregue no final do mês passado no Castelo de Buda, em Budapeste, a capital húngara. O evento fez parte da 20 conferência anual da WIP. O diploma é raro entre os especialistas na área. Conhecido como certificado da Fellowship of Interventional Pain Pratice, ele foi concedido a apenas 894 médicos em todo o mundo e, dentre eles, somente dez são brasileiros. Ele é entregue apenas aos profissionais que tenham as habilidades técnicas de um médico intervencionista em dor e visa garantir que os especialistas façam os procedimentos da melhor forma possível, com o foco apurado em relação à segurança do paciente.

O título foi obtido por Mansano após ele passar por uma avaliação em novembro do ano passado. O exame é composto por três fases: uma teórica, com cem questões de múltipla escolha, uma prova oral com a discussão de casos clínicos, e por fim, um teste prático. Neste último, são sorteados quatros procedimentos que devem ser feitos em cadávares, sob a avaliação de dois examinadores credenciados pela WIP.

O anestesista afirmou que se interessou pelo tratamento da dor crônica ainda quando era residente. Na época, ele chegou a comprar alguns livros e estudar o tema, mas optou por não seguir na especialidade quando entrou no mercado de trabalho. Foi depois de conhecer alguns colegas da área e participar de alguns procedimentos que Mansano considerou a hipótese de se dedicar a esses tratamentos. Uma episódio dentro da família também colaborou. “Minha mãe sofria de dores generalizadas, aparentemente sem solução e ia de médico em médico sem encontrar resposta. Eu me engajei em estudar o que ela tinha, fiz um diagnóstico e com o tratamento correto ela ficou sem dor”, contou o médico em entrevista ao site da clínica onde atua em Campinas. (Eric Rocha/Da Agência Anhanguera)