Publicado 07 de Setembro de 2015 - 5h30

Quando os olhos do Velho Continente se voltaram para o Novo Mundo, atiçando a coragem e a disposição dos grandes navegadores, começou a ser traçado o destino de uma Nação que deveria se distinguir por seu enorme potencial de uma terra em que se plantando, tudo dá. O Brasil nascia sob a tutela colonial dos portugueses e desde sua nascente teve personagens que batalharam e deram suas vidas por ideais de liberdade, de autonomia, de defesa dos direitos humanistas que floresceram com mais intensidade na Primavera de uma nova era global, inaugurada com a independência da América do Norte.

Quase dois séculos depois, o Brasil ainda persegue uma identidade própria, que espelhe ao mesmo tempo sua grandeza, sua diversidade e seu espírito de união, que se contradiz em uma sociedade que se surpreende pela própria violência e pelas desigualdades construídas pela ignorância e pelo domínio de tiranias, não propriamente políticas, mas sociais, da exploração dos mais fracos, da falta de oportunidades, dos serviços precários, da corrupção enfim desvelada.

É preciso proclamar a nova Independência do Brasil. O País precisa se livrar das amarras do atraso e do desperdício de recursos em programas equivocados que absorvem todo o potencial de desenvolvimento, em décadas de erros que se repetem ciclicamente. É importante que o dinamismo e competência profissionais sejam reconhecidos como instrumentos de crescimento e de promoção humana, forma de estreitamento de relações e reconhecimento de talentos.

É preciso buscar a Independência através de governos que realmente representem o espírito público, varrendo a poeira histórica dos políticos que se locupletam no poder, aviltam a máquina pública, transformam mandatos em balcão de negociatas. Com eles, devem seguir para a vala comum do desprezo os corruptos e os bandidos que transformaram a máquina pública em palco de quadrilhas.

É preciso despertar o espírito de Independência do povo, para que consiga finalmente visualizar uma Nação que seja a desejada, sem ódios e rusgas que foram plantados com intenções espúrias, semeando diferenças onde não havia. A sociedade pode despertar para uma consciência de paz e harmonia, de respeito e liberdade, de igualdade e fraternidade, deixando de ser controlada por uns poucos que se afirmam donos do poder, quando deveriam apear de sua arrogância e render-se à soberania de uma nação verdadeiramente independente, com legítimos motivos para celebrar.