Publicado 06 de Setembro de 2015 - 5h30

Um médico foi levado para a delegacia após destruir 11 árvores e invadir uma loja no distrito de Barão Geraldo, em Campinas, durante a madrugada de ontem. O cardiologista saiu de uma festa na Cidade Universitária, por volta das 4h, e, sob o efeito de álcool, deu início ao rastro de vandalismo na Rua Maria Tereza Dias da Silva. Após “lutar” com as árvores ornamentais na frente de dois estabelecimentos comerciais, ele invadiu uma loja de móveis e aproveitou para tirar uma soneca em um sofá. Ao encontrar o intruso na loja, o proprietário acionou a Polícia Militar, que o conduziu ao 4 Distrito Policial (DP). Após prestar esclarecimentos e entrar em acordo com as vítimas para ressarcimento dos danos, ele assinou um termo circunstanciado e foi liberado. Imagens captadas pelos comerciantes mostram o momento em que o médico, que trabalha como plantonista no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entra em “luta” com as plantas. Inicialmente, ele derruba seis arbustos da espécie samambaia na frente a uma frutaria. Logo na sequência ele vai a outro comércio de alimentos e quebra cinco palmeiras ao meio. Depois segue para uma loja de móveis rústicos, arrebenta o cadeado e dorme no sofá. “Eu e o meu funcionário chegamos para abrir a loja e vimos que a porta havia sido arrombada. Meu funcionário subiu as escadas para apagar as luzes e ele estava lá, acordado. Ele quis conversar, mas acionamos a polícia imediatamente”, afirmou o proprietário, Álvaro Perez.Questionado pelo cabo Matias e o soldado Júlio, o cardiologista disse que não se lembrava do que aconteceu e que a única recordação era de que alguém teria dito para ele que “dentro da loja era mais seguro”. Conduzido ao DP, o médico assumiu a autoria e admitiu que havia participado de uma festa, na qual ingeriu uma grande quantidade de cerveja. Ele negou que tenha consumido outra droga além do álcool. Ainda na delegacia, o cardiologista entrou em acordo com os comerciantes e se comprometeu a ressarcir os danos causados. À reportagem ele disse estar arrependido. “Estou chateado, arrependido. Estava fora de consciência, sob efeito de álcool”, disse. O médico assinou um termo circunstanciado e foi liberado. As vítimas disseram estar assustadas com a ação do médico. “Vimos o quanto estamos expostos. Em Barão Geraldo sofremos muito com as festas e a subprefeitura não tem uma ação efetiva. Falta limite e chega a ser abusivo”, questionou Maria Bernadete Romeiro. “É triste ver uma pessoa bem formada, um médico, fazer uma coisa como essa. É temerário ser atendido como um profissional como este”, afirmou o gerente José Luís Giorgi Júnior.