Publicado 05 de Setembro de 2015 - 5h30

O Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP) negou um pedido liminar feito pelos advogados do cantor Rafael Ilha, ex-Polegar, para que ele possa participar da nova etapa do reality show A Fazenda, cuja estreia está prevista para o dia 23 de setembro. A decisão foi publicada ontem e cabe recurso. Antes da negativa do TJ, a Justiça de Campinas já havia indeferido o pedido do cantor.

O artista foi preso em maio último, em São Paulo, quando fazia o trabalho de repórter para um programa da Rede TV na cobertura do acidente aéreo ao qual sobreviveram os apresentadores Luciano Huck e Angélica. As placas do carro do cantor foram clonadas e envolvidas numa série de assaltos. Além disso, Rafael tinha um mandado de prisão em aberto, de 2008, que diz ter ocorrido porque os policiais não acharam seu novo endereço. Como está cumprindo pena alternativa, o cantor entrou na Justiça de Campinas para revogar temporariamente o cumprimento e participar de A Fazenda, que ocorrerá por confinamento durante quatro meses, em Itu.

Ilha alega sofrer constrangimento ilegal e ponderou, entre outras coisas, que possui moradia e emprego fixos e que sua presença no reality vai ser acompanhada por milhões de telespectadores em todo o País, inclusive durante 24h no canal de assinatura da emissora, fato que corrobora a vigilância constante sobre sua conduta. Os advogados do músico justificam que o cantor precisa trabalhar para sustentar sua família e que uma eventual não participação dele no programa poderá lhe render uma multa de R$ 60 mil por quebra de contrato. O desembargador Paulo Rossi, que negou o pedido de liminar, fundamentou, nos autos, que o pedido “não está devidamente instruído, fato que impossibilita sua análise”.

A TV Record informou que não se pronuncia sobre casos que estão sendo tratados pela Justiça. A emissora diz ainda que só anunciará os nomes dos 16 participantes do reality show durante a semana de estreia. O advogado do cantor, José Vanderlei Cardoso, disse que o processo ainda não teve o mérito julgado, que já apresentou um pedido de reconsideração no TJ e espera uma decisão positiva. (Lauro Sampaio/AAN)