Publicado 11 de Setembro de 2015 - 5h30

O Guarani disputa em 2015 pela terceira vez seguida a Série C do Campeonato Brasileiro e uma deficiência, já registrada nos dois anos anteriores, continua atormentando o alviverde e pode contribuir novamente para uma eliminação precoce. Esse detalhe, que faz toda a diferença no futebol, é o gol. Limitado ofensivamente, o Bugre repete a média ruim de anos anteriores e na segunda-feira enfrentará uma dupla de atacantes que, sozinha, marcou mais gols do que todo seu elenco.

Até o momento, após 15 rodadas, o Guarani balançou a rede 15 vezes — média de exatamente um gol por partida. Isso configura o time como o sexto pior ataque da Série C. Nas outras temporadas, o problema era bem parecido. Em 2013, a equipe então comandada por Tarcísio Pugliese marcou em 15 oportunidades e fez do Bugre o terceiro pior no quesito. No ano seguinte, o setor ofensivo seguiu devendo e deixou o alviverde a ver navios na briga pela classificação. Com 14 gols, novamente o clube terminou o torneio como o terceiro que menos foi às redes.

A dificuldade em encontrar um centroavante confiável ajuda a explicar essa dificuldade, independentemente do treinador. Desde o começo do campeonato, com Ademir Fonseca e passando por Paulo Roberto e agora Pintado, foram testados Nunes, Dennis, Giancarlo e Anderson Cavalo. Até um esquema sem um camisa 9 de ofício foi testado. Os melhores números são de Cavalo, com três gols, mas curiosamente todos eles aconteceram quando o atacante saiu do banco de reservas. Para o próximo jogo, o jovem Raí, destaque do time sub-20, pode ser a nova aposta.

Se gol é artigo raro no Guarani, a Portuguesa tem mostrado como se faz. A Lusa marcou em 27 oportunidades até agora. E enquanto o Bugre sofre para achar um artilheiro, o adversário de segunda-feira sobra nesse sentido. Juntos, o atacante Guilherme Queiroz (11 gols) e Hugo (7 gols) marcaram mais gols do que o elenco inteiro do Bugre na Série C.

O atacante Clementino, que tem três gols pelo Bugre, prefere não centralizar a responsabilidade nos homens de frente, mas diz que é preciso encontrar soluções para o problema. “É trabalho, concentração e calma na hora da definição. Não dá para ser perfeito porque isso é impossível, mas precisamos buscar chegar ao mais alto nível possível para os gols saírem”.

NOTAS DO BUGRE

Alternativas

O técnico Pintado parece ter duas dúvidas para escalar a equipe que vai enfrentar a Portuguesa, segunda-feira. Nos treinos de ontem, foram testadas algumas alternativas, mas ainda sem o indicativo de quem realmente deve atuar. Certo é que o time deverá ter um jogador mais ofensivo no meio, com a presença de Watson ou João Henrique no lugar de Carpini. Já no ataque, Raí e Giancarlo disputam a vaga de Anderson Cavalo, suspenso.

CBF

O presidente Horley Senna esteve novamente ontem na sede da CBF, no Rio, para cobrar de erros de arbitragem contra o clube. A bronca da vez é por conta do gol anulado do atacante Anderson Cavalo no empate com o Madureira. Na semana retrasada, o dirigente já havia feito a mesma reclamação.