Publicado 10 de Setembro de 2015 - 5h30

Nas cinco primeiras rodadas do Brasileiro, a Ponte Preta somou 11 pontos. Pouco depois disso, caiu de produção e ficou um longo período sem vencer. Como foi muito bem na largada, conseguiu se manter a uma distância segura da zona de rebaixamento.

Nas cinco primeiras rodadas do returno, a Ponte somou apenas dois pontos. A partida de ontem contra o virtualmente rebaixado Vasco da Gama deveria servir para dar um pulo na tabela, permanecendo longe de qualquer preocupação com rebaixamento. Os últimos seis adversários do Vasco conseguiram isso. A Ponte não. Para corrigir essa situação que agora já é preocupante, o time terá que reagir. E o primeiro passo para isso será recuperar o apetite por vitórias.

A postura da Ponte no início da partida foi incompreensível. Parecia que ainda estava na Arena Condá, cautelosa e deixando o tempo passar para arrancar um pontinho da Chapecoense. Apesar de o 0 a 0 de domingo passado ter sido um bom resultado, nunca é bom ver um time jogando assim porque a falta de ambição pode gerar acomodação.

E ontem a Ponte foi extremamente acomodada. Não soube tirar proveito do desespero e da fragilidade de um adversário que não vencia uma partida no Brasileiro desde 19 de julho. E que vem jogando muito mal. E que jogou muito mal ontem também, o que é natural para um time que está sob permanente pressão.

Jogando em casa diante de um adversário tão inseguro, a Ponte deveria ter tomado a iniciativa de atacar desde o início. Mas só começou a fazer isso, timidamente, no final do primeiro tempo. Em nenhum momento se comportou como uma equipe confiante, que tem como objetivo figurar entre os dez melhores do campeonato.

Depois da expulsão de Diego Oliveira, tudo ficou ainda mais difícil. Até esse momento, o Vasco estava em situação confortável em virtude da apatia dos donos da casa. Com um a mais, passou a acreditar que seria possível vencer e, mesmo com todas suas limitações, foi em busca de seu objetivo. Marcou um gol com Leandrão — atacante que o Vasco foi buscar na Série C — e garantiu a vitória.

A Ponte, que já jogava muito mal, piorou quando Doriva tomou a decisão de trocar Biro Biro por Cesinha. Biro não jogou bem, mas jamais deveria ter sido substituído por um motivo óbvio: é o melhor atacante do elenco. Em uma noite ruim como a de ontem, é mais fácil que um jogador como ele salve a lavoura.

A Ponte Preta não pode entrar em desespero agora porque isso não ajuda em nada. Mas também não pode continuar jogando com tanta apatia e acomodação.