Publicado 10 de Setembro de 2015 - 5h30

O desfalcado Palmeiras foi batido ontem pelo Internacional por 1 a 0, no Beira-Rio, em Porto Alegre, pela 24 rodada do Campeonato Brasileiro. Com a quinta derrota seguida fora de casa, o sonho palmeirense de chegar à Libertadores vai ficando cada vez mais distante.

O técnico Marcelo Oliveira surpreendeu na escalação do Palmeiras. Amaral, que vinha sendo titular, virou reserva — Andrei Girotto e Thiago Santos entraram para formar a dupla de volantes. E os escolhidos para substituir Dudu e Gabriel Jesus foram Rafael Marques e Cristaldo — esperava-se a entrada de Allione.

Zé Roberto foi condenado a ser o armador solitário, mas só via a bola passando muitos metros acima de sua cabeça. Os lançamentos de Leandro Almeida e Vitor Hugo eram a única maneira usada pelo time para tentar colocar a bola no ataque. E, claro, não funcionava. Como Cristaldo e Rafael Marques não têm habilidade nem velocidade para encarar laterais, o Palmeiras não chegava perto da área de Muriel.

No outro lado, o cenário não era muito diferente. D’Alessandro, o único com capacidade para armar jogadas, também não aparecia. O Inter apostava em bolas longas a partir dos zagueiros ou na correria de Vitinho, que tentava (só tentava) passar por todo mundo quando recebia a bola.

Diante de tamanha escassez de talento e de imaginação, a bola parada acabou sendo a salvação de um e a desgraça do outro. Aos 19’, D’Alessandro cobrou falta da lateral (uma infração desnecessária cometida por João Paulo sobre Eduardo Sasha) e colocou na primeira trave para Nilton cabecear. Foi o terceiro gol seguido sofrido pelo Palmeiras nestas circunstâncias. Pouco depois, D’Alessandro saiu machucado, reduzindo ainda mais a possibilidade de surgir uma jogada inteligente.

O Palmeiras teve duas finalizações no primeiro tempo, ambas de um volante (Andrei). E sofria com as arrancadas de Valdivia, que ganhava sempre de Leandro Almeida. Antes do intervalo o zagueiro tomou um cartão amarelo por pará-lo violentamente. E no primeiro minuto do segundo tempo repetiu a dose e foi expulso.

Marcelo Oliveira colocou Jackson no lugar de Alecsandro e pouco depois trocou Andrei por Allione. E melhorou um pouco porque o meia argentino conduzia bem a bola e pelo menos levava o time para perto da área gaúcha.

O Inter, mesmo com um a mais, não chegava perto de fazer o segundo gol. Era um time cauteloso, medroso até, que não se lançava ao ataque para liquidar a partida. Para piorar, perdeu Eduardo Sasha e Valdivia por lesão. E aí é que ficou sem força ofensiva. Sem ser ameaçado, o Palmeiras foi saindo de seu campo. O Internacional, nervoso e incapaz de controlar o jogo, foi fazendo faltas. Nilton deu uma entrada criminosa e foi expulso — a dupla de zaga também apelou e recebeu o cartão amarelo.

O Palmeiras cobrava as faltas jogando a bola na área sem levar perigo. Mas a última chance surgiu. Aos 45’, Rafael Marques escorou de cabeça e deixou Jackson livre na entrada da pequena área. O problema é que Jackson é um zagueiro com poucos recursos técnicos e sua finalização passou muito longe do travessão. (Da Agência Estado)

INTERNACIONAL

Muriel; William, Paulão, Rever e Artur; Nilton, Rodrigo Dourado, D’Alessandro (Alex) e Vitinho; Eduardo Sasha (Lizandro López) e Valdivia (Taiberson). Técnico: Argel Fucks.

Marcação errada irrita treinador

O técnico Marcelo Oliveira perdeu a paciência e mais uma vez protestou contra as falhas de marcação do Palmeiras, principalmente no jogo aéreo. "Perdemos de uma grande equipe por nossa desatenção. Mais uma vez o time levou gol de bola parada. São três em dois jogos. O cara não precisou fazer quase nada para marcar o gol, isso não pode mais acontecer", protestou Marcelo Oliveira.

O técnico ensaiou bastante sua equipe para neutralizar Nilton, velho conhecido seu da época de Cruzeiro. Sabia do potencial no jogo aéreo do volante e, por isso, trabalhou com Vitor Hugo na marcação do jogador. "Foi um gol simples, sem nenhum trabalho, ele vem, cabeceia e coloca para dentro", diagnostica. (AE)

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Sem derrota para o Palmeiras

tem o Internacional dentro do estádio Beira-Rio