Publicado 09 de Setembro de 2015 - 5h30

O clima de insegurança tem tomado conta de atletas, treinadores e outros usuários do Centro Esportivo de Alto Rendimento (Cear) de Campinas. O ápice aconteceu no último domingo, quando o local foi invadido e foram furtados equipamentos esportivos e eletrônicos. O prejuízo atrapalha os competidores da Orcampi — alguns deles treinando em busca de índices para a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016 — e os jovens e crianças que recebem o apoio do Instituto Vanderlei Cordeiro de Lima.

A ação aconteceu durante a tarde, quando não havia ninguém no local, já que o Guarda Municipal que faz a segurança da área atua das 19h às 7h. “Foram roubados três notebooks, dois tablets e cerca de 40 pares de tênis, além de dez partes de sapatilha e algumas peças de uniforme. Perdemos planilhas de treinamento e vários meninos estão sem o tênis para treinar”, afirma Evandro Lázari, coordenador da Orcampi.

Essa não é a primeira vez que o Cear é invadido por bandidos. Há cerca de um mês, criminosos estiveram no local, mas apenas renderam o guarda, sem levar nada. O risco de que ações como essa aconteçam novamente preocupa. “A sensação que fica é de temor pelo que vai acontecer daqui pra frente. É uma fragilidade na segurança que nós não pensávamos que poderia ocorrer. Temos 220 crianças no projeto e preocupa saber que qualquer pessoa pode entrar lá tranquilamente”, explica Lázari.

Amanhã está prevista uma reunião com a secretaria de Esportes. Representantes da Orcampi vão expor o prejuízo e tentar encontrar uma solução para que novos furtos não aconteçam. “Antigamente havia dois guardas. Um posto de 24 horas e outro de 12 horas. O de 24 horas foi suprimido e sobrou só um. Queremos ver se é possível aumentar o número, até porque não é só a pista de atletismo, tem as piscinas também. Vamos ver como vai continuar essa gestão compartilhada e o que pode acontecer de melhoria porque o que a gente quer é trabalhar tranquilamente”, disse Lázari,.

O secretário de Esportes de Campinas, Dário Saadi, disse que a suspeita é de que alguém que conheça a rotina do local tenha realizado os furtos, mas que serão discutidas possíveis novas medidas de segurança. “Infelizmente há a suspeita de alguém que conhecia bem o funcionamento do Cear, pois foi num horário em que não havia ninguém”, explicou. “Nos compete a segurança a partir do horário em que a Guarda chega lá, mas vamos nos reunir e discutir o que pode ser feito para melhorar essa questão”. (Carlos Rodrigues/Da Agência Anhanguera)