Publicado 07 de Setembro de 2015 - 5h30

Lewis Hamilton liderou todas as sessões de treinos livres, todas as partes da classificação e todas as voltas do GP da Itália para vencer com 25 segundos de vantagem para o segundo colocado, Sebastian Vettel. Mas sua vitória correu risco até quase três horas depois da bandeirada. O motivo? Uma irregularidade de 0.3 libras na pressão de um de seus pneus. O centro da discórdia foi uma determinação para o uso de uma pressão mínima nos pneus, adotada após a série de problemas que a Pirelli teve na etapa anterior, na Bélgica.

De acordo com os comissários, ficou claro que "as pressões dos pneus estavam acima do mínimo estabelecido pela Pirelli quando eles foram colocados no carro". Outro fator que colaborou para Hamilton não ser punido foi a temperatura dos pneus que, como os cobertores que mantêm a borracha aquecida tinham sido desconectados, "estava significativamente mais baixa que o máximo permitido pela FIA". Assim, a conclusão da federação é de que a Mercedes estava dentro das regras e a Pirelli deve trabalhar com as equipes um procedimento de mensuração para as próximas corridas.

Assim, a vantagem do inglês no campeonato subiu para 53 pontos com a vitória em Monza e o abandono do companheiro Nico Rosberg, por problemas de motor. Esta é a maior diferença obtida por Hamilton no ano.

O inglês salientou que sua vitória não teve relação com a diferença encontrada em seu pneu. Normalmente, as equipes tentam usar o mínimo de pressão possível nos pneus para fazê-los durarem mais. "A Fórmula 1 é estar sempre no máximo e todos estão no limite de várias coisas. É assim que fazemos. Por qualquer motivo, meu carro estava com 0.3 libras a menos, mas isso não teve nenhuma influência no resultado. Não ganhamos por conta disso, mas porque éramos os mais rápidos."

O segundo colocado, Vettel, reconheceu a superioridade do rival. "No final, há coisas que nós podemos errar, coisas que a equipe erra. É claro que não é o que o piloto quer, porque queremos que as corridas sejam resolvidas na equipe. Lewis pareceu estar no controle da corrida o tempo todo.”

Quem acabou com o prejuízo maior foi Rosberg, que agora está a mais de duas vitórias do líder. "É um fato que demos um grande passo na direção errada. Foi a maior perda que tive na temporada, mas desistir não existe para mim. Vou tentar ganhar as próximas corridas de alguma maneira."

Nasr

Após um início promissor nos primeiros metros, quando chegou a aparecer na sétima colocado tendo largado em 11, Felipe Nasr sofreu um toque que mudou a história de seu GP da Itália — terminou em 13.

Os replays mostraram que o companheiro de Nasr, Marcus Ericsson, que largava em 12, perdeu a freada na primeira curva e tocou Romain Grosjean que, por sua vez, foi para cima de Nasr, furando seu pneu. “Tive uma ótima largada e estava no top 10 depois de ganhar posições. Na primeira chicane, fui atingido por trás e um furo no pneu nos obrigou a parar. Poderia ter sido uma grande corrida”, lamentou. “Daquele momento em diante, ficou claro que minha corrida estava comprometida. Foi uma pena porque estava competitivo para terminar nos pontos”. Nasr ficou de fora da zona de pontos pela quinta corrida seguida. (Da Agência Total Race)

Brasileiro consegue segurar a pressão

O terceiro lugar de Felipe Massa no GP da Itália foi tão suado que o brasileiro desabafou assim que cruzou a linha de chegada: “Estou muito velho para isso”, brincou o brasileiro, que completou 34 anos em abril. Afinal, o piloto da Williams aguentou a pressão nas voltas finais e superou o companheiro Valtteri Bottas por apenas três décimos. Com o resultado, o piloto brasileiro chegou a 97 pontos no Mundial e ocupa a quarta colocação, duas à frente do companheiro, que tem 91. Kimi Raikkonen está entre os dois, com 90 pontos.

Massa sofreu nas últimas voltas depois de ter antecipado sua única parada para se defender da estratégia de Nico Rosberg. Assim, seus pneus eram mais usados que o do companheiro Bottas. "Acho que a largada não foi fantástica, mas foi boa o bastante para ganhar posições. O ritmo foi bom, a não ser nas últimas 10 voltas. Estava perdendo os pneus, Valtteri estava muito rápido e me pressionou."

Massa também admitiu que não foi fácil segurar Bottas. "Eu estava cansado quando terminou, por isso falei que estava ficando velho", disse o brasileiro, que reconheceu, contudo, a vantagem que a Ferrari demonstrou nas últimas provas. "No momento, a Ferrari é mais rápida do que nós, mas precisamos continuar lutando pelos pódios.” (TR)