Publicado 11 de Setembro de 2015 - 5h00

Por Milene Moreto

Milene Moreto

Cedoc/RAC

Milene Moreto

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O rebaixamento do grau de investimento do Brasil explodiu no núcleo do governo da presidente Dilma — que já anda bem devastado — e fez todos ficarem em alerta. O grupo próximo à presidente esperava por isso, mas não neste momento. Achavam que a agência Standard & Poor’s fosse tomar a decisão apenas no fim do ano. Só que não.

Veio bem agora e num momento complicado para Dilma. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, correu para tentar apagar o incêndio e pediu a ajuda de todos para cumprir a meta fiscal de 2016.

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Gastos

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A presidente Dilma, por sua vez, pediu mais agilidade no corte de gastos durante uma reunião de emergência com Levy. Para o ministro, a decisão da S&P foi política e precipitada.

Em Campinas, o setor produtivo demonstrou ainda mais preocupação com o futuro da economia. Com dados em mãos, só se fala sobre as possibilidades de aumento do desemprego e poucas chances de crescimento.

A previsão de dias melhores está cada vez mais distante.

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[FRASES]Na medida em que a gente estiver mostrando que o processo em andamento terá conclusão, o afã de mudar a nota do Brasil talvez arrefeça.

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Do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sobre o rebaixamento do grau de investimento do Brasil.

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[TITULINHO]Melhor momento

[/TITULINHO][TEXTO]Enquanto a notícia do rebaixamento causava fortes dores de cabeça ao núcleo principal do governo Dilma, a oposição aproveitou para lançar um movimento “suprapartidário” pelo impeachment da presidente.

[TITULINHO]Mas é de todos

[/TITULINHO]Líder do PSDB na Câmara, o deputado Carlos Sampaio afirmou que ele e os demais parlamentares não são os protagonistas de um eventual pedido de impeachment e que representam o “desejo das ruas”. Segundo Sampaio, foram os manifestantes que deixaram claro que não aguentam mais três anos de governo da presidente Dilma.

[TITULINHO]Casa nova

[/TITULINHO]O PSDB em Campinas inaugurou ontem a nova sede do partido. Os tucanos agora estão abrigados na Rua Adalberto Maia, no Taquaral. A legenda aproveitou o momento para discutir os desdobramentos do movimento pró-impeachment da presidente.

[TITULINHO]Contas

[/TITULINHO]Os vereadores de Campinas colocaram em pauta a votação das contas da ex-prefeita Izalene Tiene (PT). A data definida para a votação é 14 de outubro. Izalene ou um representante poderão, no dia da votação, usar a tribuna para se defender. O processo da petista passou pelas comissões da Casa e os vereadores decidiram manter a reprovação indicada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Os pareceres serão apresentados no plenário.

[TITULINHO]Caminho

[/TITULINHO]A votação das contas de Izalene abre caminho para que outros processos sejam apresentados ainda este ano, o que pode dificultar a vida política de quem pretende concorrer no ano que vem a um cargo eletivo. Tem quem diga que a Casa acelera os processos justamente para isso.

[TITULINHO]Próximos

[/TITULINHO]Um dos que podem ser prejudicados pelas votações é o ex-prefeito Pedro Serafim (PRB). O processo é das contas de 2011. Se a Câmara decidir manter o parecer, Serafim poderá perder seus direitos políticos por oito anos. Ele já adiantou que fará todos os esforços para que a Casa reconheça que ele ficou apenas seis dias no poder. O prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT) também está na lista. [/TEXTO][TEXTO]

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[TI_DES2_AB]Problemas

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A votação dos projetos do pacote Campinas Bem Limpa, que prevê ações para o combate à pichação e multa para quem jogar lixo nas ruas ou depredar o patrimônio público, tem enfrentado problemas na Câmara. Até agora o primeiro projeto, o da multa para quem jogar lixo na rua, não passou por votação devido a problemas na tramitação. Os vereadores aliados tentam ajudar o Executivo, mas parece que nada tem resolvido as questões apontados pela oposição e que acabam derrubando as votações.

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Milene Moreto