Publicado 06 de Setembro de 2015 - 5h00

Por Milene Moreto

Milene Moreto

Cedoc/RAC

Milene Moreto

Os vereadores de Campinas parece que entraram num acordo, mesmo que informal e temporariamente, de que o momento não é o mais favorável para discutir um aumento dos seus próprios salários. Não precisa ser nenhum gênio para saber disso. O problema é que tem um pessoal que afirma publicamente ser contra, mas,

nos corredores, se remói por não poder engrossar o que recebem mensalmente (um salário hoje fixado em R$ 9 mil). Eles acham que é pouco.

O futuro a Deus pertence

Esse grupo mostrou resistência em responder se era ou não favorável ao aumento. Questionados pela primeira vez, disseram que não poderiam falar sobre o assunto diante da “ausência de proposta”. Aí o tempo foi passado e, talvez, eles puderam refletir sobre o “impacto eleitoral” que teriam diante de um posicionamento dúbio. Resolveram dizer que não. Que aumentar o salário seria um “absurdo” e que o momento econômico não favorece o reajuste.

Frase

A Câmara precisa dar o exemplo e resgatar sua credibilidade. Não faz sentido discutir o aumento de salário dos vereadores. (Do presidente da Câmara, Rafa Zimbaldi (PP), ao falar sobre o aumento dos vencimentos dos legisladores).

Memória curta

Lá na Câmara, se a economia melhorar, o comentário é que esse grupo ainda vai tentar empurrar um aumento para a próxima legislatura. O pessoal confia também que o brasileiro, ou melhor, o campineiro, tem memória curta.

Não é bem assim

Só para lembrar, no ano em que decidiram votar o aumento de 126% nos salários, em 2011, os vereadores riram na tribuna e chegaram a falar no plenário: “Vamos votar, depois todo mundo esquece”. Só que não foi bem assim, e eles revogaram o reajuste meses depois ao sentirem “nas ruas” o impacto da votação que fizeram, e que não ia de acordo com o que a população defendia. Afinal, os 33 nobres vereadores foram eleitos pela população e é a população que eles devem ouvir e defender.

Compras de Dirceu

Todos os detalhes da reforma da casa do ex-ministro José Dirceu, em Vinhedo, foram entregues à Justiça com fotos das obras, da planta e das compras feitas para “equipar” o local, o que inclui um faqueiro, com 130 peças, no valor de R$ 2.390,12; formas de pizza e aparelho de fondue, ou seja: tudo para aproveitar a mansão com charme e elegância. No total, a obra custou R$ 1,8 milhão.

Blindada

O pessoal do condomínio onde mora Dirceu foi forçado a “blindar” a mansão do petista e orientado a não permitir a entrada da imprensa no local. Mas a arquiteta Daniela Leopoldo e Silva Facchini estragou o suspense e entregou as fotos dos cômodos da casa à polícia. Tudo bem decorado e confortável.

Completa

Segundo a defesa da arquiteta, o valor pago por lobistas para reformar o local, R$ 1,8 milhão, se refere à obra completa. “Incluindo a parte civil, mobiliário, paisagismo, enxoval, utensílios de cozinha, sistema e segurança, dentre outros.”

Contato

Daniela afirmou, em depoimento, que só viu Dirceu uma vez, quando ele se aproximou da casa em reforma. O ex-ministro, naquele momento, morava na residência ao lado.

Brasília

Os deputados federais devem analisar na próxima terça-feira a minirreforma eleitoral e o projeto de lei complementar do Senado, que fixa em 2% a alíquota do ISS de competência municipal, na tentativa de acabar com a guerra fiscal entre os municípios. A minirreforma eleitoral está prevista para entrar em pauta assim que o Senado votar a redação final. A principal alteração é a exclusão da doação de empresas a partidos políticos para o financiamento de campanhas eleitorais. Os deputados, no entanto, devem incluir o texto novamente.

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