Publicado 07 de Setembro de 2015 - 5h00

Por Tadeu Fernandes

Tadeu Fernandes

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Tadeu Fernandes

Faça uma experiência: pergunte ao seu filho, ou aluno, ou parente qual o motivo do feriado neste 7 de setembro. Você terá uma surpresa com as respostas, eu fiz uma experiência com meus pacientes na semana passada, e escutei de tudo:

- É feriado? Dia do quê? É dia de jogo do Brasil?

Como queremos dar um futuro a nossas crianças se elas não conhecem o passado?

Precisamos conhecer nossas origens, nossos antecedentes, a história de cada época e dos fatos ocorridos em nosso mundo. A cultura morre se não for divulgada, pesquisada e compartilhada.

Como pais, pediatras e educadores temos a responsabilidade de ensinar as crianças e os jovens sobre acontecimentos históricos. Com o passar do tempo, nós nos esquecemos de muitas coisas, e as datas comemorativas, hoje só são importantes por serem feriados, nada ver com o contexto histórico.

Somos um povo feito de histórias, algumas marcantes e dolorosas, outras felizes, e fazemos parte delas. É imprescindível ensinarmos nossos filhos sobre a história do País, pois, a educação retira da ignorância. A Independência do Brasil aconteceu em 7 de setembro de 1822, e foi proclamada por Dom Pedro I. Antes disso, o Brasil era apenas uma colônia de Portugal.

A imagem de Dom Pedro I desembainhando a espada no alto do Ipiranga é uma das representações mais populares da história do Brasil. Há muitas décadas ela figura em livros didáticos e ilustra páginas de revistas e jornais por ocasião das comemorações da Independência. Diante dela temos a impressão de sermos testemunhas do evento histórico, aceito naturalmente como o “marco zero” da fundação da nação. No entanto, essa imagem é fruto da imaginação de um artista, que nem tinha nascido no momento em que o episódio ocorreu.

Existem versões de que Dom Pedro I montava na verdade uma mula, e só deu o grito de independência porque estava de cheio das pressões que o pai fazia, para que ele voltasse à Portugal. Ao contrário do que muitos pensam o processo de independência custou muito caro para Brasil, foi preciso pagar uma multa altíssima a Portugal.

A coisa toda parece não ter sido tão heróica como é contado na maioria dos livros, mas como diz o ditado “uma mentira contada várias vezes e por várias pessoas acaba se tornando verdade”.

A independência não marcou nenhuma ruptura com o processo de nossa história colonial. As bases sócio-econômicas que representavam a manutenção dos privilégios aristocráticos permaneceram inalteradas. O “7 de setembro” foi apenas a consolidação de uma ruptura política.

Nos dias de hoje estamos vivendo um momento de independência também, o julgamento e condenação dos bandidos mensaleiros e lava jateiros comandados por um dos chefes da quadrilha já identificado, Jose Dirceu, também é um grito de independência, ver a gangue de empreiteiros revelada foi outro grito, o indiciamento do presidente da Câmara, a prisão do comandante do pixuleco, enfim é enorme a quantidade de espertalhões, que graças ao nosso Dom Pedro I dos tempos modernos, Dom Sergio Moro, estamos dando outros gritos de independência, e tem mais, outros gritos precisam ser ouvidos, como exemplo, desmascarar a gangue do BNDS, a gangue da Cubanização do Brasil que começou com os portos, os médicos e agora o discurso de Fidel contra o imperialismo americano, uma propaganda institucional mentirosa em todos meios de comunicação tentando mostrar que o SUS de uma hora para outra virou um modelo de eficiência. E assim, logo, logo, estaremos dançando a salsa, tomando rum, fumando charuto e servindo aos interesses de ditadores barbudos ou ditadoras vestindo blasers vermelhos.

É... Como se vê, ainda temos muitas Independências a gritar, mas tudo começa por você, que precisa mostrar para seus filhos que o dia de hoje se comemora muito mais, que um delicioso dia de feriado.

Escrito por:

Tadeu Fernandes