Publicado 11 de Setembro de 2015 - 5h00

Por Maria de Fátima

Maria de Fátima

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Maria de Fátima

Há quatorze anos o então prefeito de Campinas, Antonio da Costa Santos, carinhosamente chamado de Toninho, foi brutalmente assassinado.

Na época, uma investigação policial medíocre apontava o sequestrador Vandinho e um comparsa, como os autores do homicídio. O crime, segundo apurou a polícia na época, aconteceu apenas porque o prefeito dirigia devagar e atrapalhou a fuga dos bandidos.

Veja-se que se isto fosse plausível, teríamos dezenas de pessoas mortas na cidade, por dirigirem sem pressa e, certamente, atrapalharem sem saber, a fuga de criminosos. Esta explicação ridiculariza seus autores.

Toninho foi morto por ter atrapalhado pessoas perigosas, isto sim, é sensato pensar. A motivação pode ter sido política e, além disto, também de ter dificultado esquemas de corrupção envolvendo o poder público.

Ele não morreu por acaso, sua morte certamente foi planejada, discutida e comemorada por um grupo específico. Penso que existia um grupo, ou talvez seja melhor dizer, um bando, que tinha interesse em neutralizar a honestidade e coragem do Toninho. Pessoas que agem desta forma são frias, sádicas, egoístas e vingativas.

Talvez alguns destes criminosos envolvidos nesta morte também já tenham falecido, mas os outros, que ainda vivem, acreditam piamente que ficarão impunes.

O tempo é o maior aliado do criminoso que não é pego, visto que, quanto mais distante se está da época do crime, menos chances de ele ser resolvido.

A família do Toninho não se conforma em saber que os assassinos continuam soltos e, certamente, ela tem toda razão para isso.

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