Publicado 11 de Setembro de 2015 - 8h39

Por Agência Estado

Os deputados Roberto Freire e Carlos Sampaios discursa, no salão verde da Câmara, durante lançamento de movimento

Zeva Ribeiro/ Câmara dos Deputados

Os deputados Roberto Freire e Carlos Sampaios discursa, no salão verde da Câmara, durante lançamento de movimento

Um grupo de parlamentares que defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) oficializou ontem, no salão verde da Câmara dos Deputados, o lançamento de um site com uma petição pública para recolher assinaturas e incentivar a abertura de um processo de impeachment no Congresso.

Com miniaturas de pixulecos, o boneco inflável do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestido de presidiário, e balões pretos também com a imagem do boneco, os parlamentares discursaram e disseram que o ato de ontem queria “resgatar a esperança” e “demonstrar a indignação” com o que chamaram de “desgoverno” do PT.

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio (SP), disse que vai iniciar um “amplo convencimento” dos parlamentares para conseguir o maior apoio possível para o impeachment. “Hoje nasce o movimento suprapartidário pró-impeachment na Câmara Federal”, declarou ontem.

“Nós não somos os protagonistas desse movimento, os verdadeiros protagonistas são os movimentos de rua, a sociedade civil organizada que numa demonstração de indignação com esse governo corrupto e mentiroso deixou claro para nós deputados que não suportam mais três anos e meio de governo do PT e da presidente Dilma”, afirmou.

O deputado peemedebista Jarbas Vasconcelos (PE) disse que é importante que seu partido, hoje fundamental para a base de apoio do governo, tome consciência de que é preciso dar exemplo para outras bancadas. “Ou ela sai, renuncia, ou ela cai”, disse.

O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), lembrou o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello e disse que, assim como na ocasião, quando o PT apoiava a medida, o movimento oficializado ontem é “uma ação democrática”.

O líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), afirmou que há argumentos para pedir o afastamento de Dilma. Para ele, o momento é “histórico” e a eleição presidencial foi caracterizada pela “fraude e mentira”.

“A campanha de Dilma foi financiada com recursos do petrolão”, em referência ao escândalo que apura suspeitas de corrupção na Petrobras. O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), disse que a população não quer mais “pagar as contas do governo”. “O Senado vai receber a abertura e autorização do processo de impeachment”, afirmou.

Além do site www.proimpeachment.com.br , o movimento, que reúne deputados de PSDB, PPS, DEM, SD, PSC, PTB e até partidos da base, como PMDB e PSD, tem também perfil no Twitter e página no Facebook. Tucanos contabilizam 286 adesões ao grupo. 

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