Publicado 06 de Setembro de 2015 - 10h00

Por France Press

Uma assembleia nomeada pela junta que governa a Tailândia rejeitou neste domingo a nova Constituição solicitada pelo próprio governo, provocando temores de que os militares permaneçam no poder e que a realização de novas eleições seja adiada por mais tempo.

A oposição rejeitou o projeto de constituição alegando que o texto permitia a perpetuação da junta no poder, impedindo que a democracia seja instaurada no país.

Após a rejeição dos membros do Conselho de Reforma Nacional (NRC), o texto terá de ser redigido novamente, atrasando a convocação de eleições, que já haviam sido adiadas até o final de 2016.

O projeto de lei fundamental seria a 20ª Constituição desde a reforma da monarquia absoluta no país em 1932.

A junta militar que chegou ao poder em maio de 2014 deve agora nomear uma nova comissão para redigir o texto que tem 180 dias para apresentar um novo projeto que será submetido a um referendo.

"As eleições serão atrasadas em cerca de seis ou sete meses", afirmou à AFP Paiboon Nititawan, membro do CRN.

Para a oposição, o principal argumento para rejeitar o texto estava em uma das seções que dava aos militares o direito de substituir o governo por cinco anos em caso de qualquer turbulência política.

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